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Sobre o “Mais estranho que a ficção”

16 16UTC janeiro 16UTC 2012

Mais estranho que a ficção” (Stranger than fiction) é um filme de 2006 que desde então figurava na minha listinha de “to be seen” e que agora me pergunto veemente por que diabos não o vi antes!

Com um roteiro beirando o lugar-comum, o filme questiona diversos aspectos da vida como a rotina e como os fatores externos a nós podem dar um rumo diferente ao que chamamos de vida.
Numa sinopse rápida, um auditor fiscal começa a ouvir uma voz que narra todos os seus passos, até que descobre que uma escritora narra sua vida real em seu último livro, o qual ela não consegue chegar num final. Em busca de um “final feliz”, ele redescobre cada detalhe, cada nuance, cada fagulha da vida que dá paixão pelo ato de existir.
Apesar desse contexto “made in auto ajuda”, o resultado é genial, e não poderia ser menos do que isso, já que foi dirigido por Marc Foster, que tanto me tirou suspiros por “Em busca da Terra do Nunca” e principalmente por “A passagem” (Stay), que é uma das meninas dos meus olhos de filmes (e infelizmente pouca gente sabe que existe!).

Mais do que aproveitar sua vida, viver cada momento e essas coisas a que devemos relacionar prazer, o filme também mostra o quão importante é nossa responsabilidade sobre tudo o que nos relaciona. Cada gesto, cada passo, cada decisão (e mesmo a escolha de não fazer nada) é uma responsabilidade nossa, que de alguma forma afetará o universo (nosso ou não, paralelo ou não). Algo tão simples, tão real e tão notório, infelizmente parece não ter sido notado pela grande maioria das pessoas que vemos por ai. Porque assim como o protagonista do filme, todos nós, em algum momento, desejamos fazer da nossa existência “algo” (sem pesos de qualquer adjetivo). Sejamos responsáveis por esse “algo”.

 

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11 11UTC janeiro 11UTC 2012

“A corrida de longa distância me moldou como a pessoa que hoje sou, e tenho esperança de que ela continue a ser uma parte de minha vida pelo maior tempo possível. Ficarei feliz se a corrida e eu pudermos envelhecer juntos. Pode não haver muita lógica nisso, mas foi a vida que escolhi pra mim. Não que, a essa altura tardia, eu tenha outras opções.”
["Do que eu falo, quando eu falo de corrida", Haruki Murakami, SEU LINDO! <3]

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Marrom – Parte um

8 08UTC janeiro 08UTC 2012

E junto com 2012 começo minha “passagem” pela faixa marrom clara. A ansiedade e a felicidade por chegar até aqui são imensas, mas a gratitude e o carinho pelos passos dados no passado também são. Até agora, posso dizer que a faixa vermelha (antecessora da marrom) foi a mais importante na minha vida de kung fu. Seus ensinamentos foram incríveis e sou uma pessoa melhor depois de tudo. Melhor para o kung fu, melhor para a vida e pronta para os ensinamentos futuros.

Esse segundo semestre de 2011 foi bem complexo. De forma alguma poderia dizer que foi “ruim”, ou empregar algum adjetivo negativo, mas foi um período tenso, com muitos aprendizados e muitas provas difíceis. Só consegui processar todo o aprendizado depois que tudo foi concluído. E ainda estou degustando o resultado, feliz.

Foquei nos meus treinos com total dedicação e neles concentrei alguns aspectos da minha vida. Tava feliz? Treinava kung fu. Tava triste? O kung fu ajudava a abstrair o sentimento. Algumas pessoas julgaram isso como errado, dizendo que fazia disso uma fuga, mas hoje vejo que essa foi a melhor estratégia que pude adotar. Foquei “fora” de mim algo que eu gostaria de aos poucos trazer para “dentro”. Eu queria ficar bem. Eu queria melhorar. Queria ser capaz. Dentro e fora do kung fu. O resultado foi que aprendi coisas intensas sobre mim, sobre meu corpo e sobre a forma que lido com o todo. Aprendi que a endorfina pode fazer milagres por você, desde que você aprenda sobre ela. E essas lições transformaram a minha vida.

Aprendi que você deve traçar metas claras para você e não se desviar do caminho. Às vezes você precisa ser flexível, porém sempre determinado. Aprendi que as pessoas que torcem por você e te estendem a mão durante o caminho valem ouro! A ajuda que tive nesse processo foi incrível e me ajudou em muitas horas onde eu parecia ter me perdido na estrada. Aprendi a ignorar as pessoas que vão contra seus objetivos e a passar com um trator por cima dos obstáculos.

Muita coisa acontece durante o caminho e temos que ter a mente aberta para adquirir as habilidades necessárias. O segredo é ter o objetivo fixo no pensamento e ter o coração aberto para os ensinamentos.

Cruzar a marca da chegada é uma sensação mágica, transformadora e reconfortante. Você sabe que foi merecedor de tudo aquilo e pode ainda ir muito além. A sensação do “você conseguiu” é de um valor imensurável e isso só foi possível pelo seu esforço e pelos ensinamentos dos que estão ao lado, pois você não é nada sozinho. E sim, você é uma pessoa melhor se você souber dar valor em tudo isso.

Quem ousou conseguir e sentiu isso na pele, sabe muito bem do que estou falando. Eu sou kung fu. Eu sou vida!

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Dos mais procurados…

27 27UTC dezembro 27UTC 2011

Mesmo não atualizando com frequência, muita gente ainda passa por aqui. Olha, que legal! Fica, vai ter bolo. rs

Dos termos mais pesquisados, destaco:

porn of the dead – Esse sempre será meu carro chefe desse blog. ha ha
a caixa de sangue de dexter – Ele fez mais uma, lembra?
perguntas pornograficas – Ui!
comercial de ky –  Hein?
caixa de stella artois – Podem fazer suas doações aqui. :)
como se tornar um mestre em kung fu – Por internet, não vai rolar
pergunte ao seu orixa
choy lay fut kati
sao jorge
orixas do amor
final ultra sevem – Mas, oi?
livro de katis
kung fu cavalo – Nãooooooooooooo!
bolinha verde – Aêêê! Mais alguém preocupado com a bolinha verde. :)
coisas profundas – Hummmmm…
parafuso kung fu

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Do desenterro

27 27UTC dezembro 27UTC 2011

Vamos ver se aos poucos consigo desenterrar isso daqui.
Talvez seja mais interessante concentrar tudo num único local, talvez esse local seja aqui.
Minha vida virtual, assim como a real se fragmentou por demais durante esse ano… e hoje estou procurando centralizar tudo o que eu ainda puder.

Das resoluções desse ano, um resumo do que ainda faltava:

- Conquistar mais uma faixa no kung fu => Ok, com êxito. \o/
- Evoluir um pouquinho no ballet. => Em aberto
- Organizar meus arquivos no computador => fail
- Conseguir pelo menos ir em 3 shows que estou muito a fim. => Ok, com êxito. \o/
- Voltar à minha rotina alimentar saudável = Ok.
- Viajar pelo menos UMA vez, para qualquer lugar => Devido à meta do kung fu, resultado fail. rs
- Conseguir sanar as burocracias de papel da minha faculdade e finalmente pegar meu “deploma”. => Fail
- Arrumar umas pendengas burocráticas do passado => Em andamento
- Assistir mais filmes => Ok.
- Ouvir mais música => ok.
- Assistir os seriados pendentes => Em andamento
- Montar um novo mural de fotos => Not yet
- Ser mais organizada => Em andamento (longo processo)
- Passar algumas horas de bobeira no final de semana => Em andamento

As metas para o próximo ano vão mudar… mas acima de tudo, prezo pela qualidade de vida e por ter mais tempo livre. Vamos ver se vou conseguir.

Sobre o ano que passou, tenho ainda muito o que dizer, aos poucos tudo vai saindo. Quero centralizar mais a minha vida, e não fragmentá-la tanto como nesse ano.
Será um ano melhor para todos nós. =D

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Um minuto no cavalo…

24 24UTC novembro 24UTC 2011

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Ainda dá!

3 03UTC outubro 03UTC 2011

Engraçado como tudo depende de um ponto de vista. Analisando minha lista de “desejos” de 2009, vi que 2010 foi bem parecido e que 2011 está no mesmo caminho.
Porém, foram tão diferentes!  Ainda corro atrás de alguma visibilidade nesse final de ano. Tenho uma lista de desejos ainda pra 2011. Dá tempo. rs

- Conquistar mais uma faixa no kung fu
- Evoluir um pouquinho no ballet.
- Organizar meus arquivos no computador
- Conseguir pelo menos ir em 3 shows que estou muito a fim.
- Voltar à minha rotina alimentar saudável
- Viajar pelo menos UMA vez, para qualquer lugar
- Conseguir sanar as burocracias de papel da minha faculdade e finalmente pegar meu “deploma”
- Arrumar umas pendengas burocráticas do passado
- Assistir mais filmes
- Ouvir mais música
- Assistir os seriados pendentes
- Montar um novo mural de fotos
- Ser mais organizada
- Passar algumas horas de bobeira no final de semana

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Santo é santo. Orixá é orixá.

13 13UTC julho 13UTC 2011

Finalmente consegui o documentário “Devoção”, que passou rapidamente pelo circuito de cinema de São Paulo em 2008. Com direção de Sérgio Sanz, ele nos aponta uma questão bastante polêmica no nosso Brasil grandão de deus (e orixás), o sincretismo religioso. Com depoimentos de pesquisadores, autoridades do candomblé e devotos do catolicismo, vemos os pontos principais de cada uma das religiões apontadas, ainda que muitas questões só se expliquem pela fé individual.

É no mínimo respeitável a forma com que os africanos tiveram que “mascarar” sua fé para sobreviver como escravos quando um cristianismo passava (e ainda passa, infelizmente) por cima de tudo e de todos. E a fé sobreviveu a isso. A fé continua firme e forte e mantém suas raízes lindas, para quem quiser ver (e sentir). A sobrevivência do candomblé no Brasil é algo digno de louvor, ainda que hoje as mentes frias e ignorantes insistam em dispensar tamanho preconceito.

Devoção” e “Mensageiro entre dois mundos” (do lindo Pierre Verger) são duas das minhas grandes referências para quem me pergunta sobre a cultura do candomblé. Filmes coerentes, com pés no chão e com uma emoção linda de se ver.

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2 anos e 3 meses depois…

1 01UTC maio 01UTC 2011

Sempre fui fã do site Stuff on my cat. Ele está nos meus feeds e volta e meia salvo algumas “pérolas” dos mascotes peludos.
Em janeiro de 2009 resolvi enviar uma foto da minha gatinha (na época só existia a Sophie, a Tita nem pensava em vir a esse mundo ainda!) e como não a vi publicada, achei que houvesse algum filtro para as postagens, ou algo assim. Esqueci.

Nessa sexta-feira recebi um e-mail deles, dizendo que publicariam minha foto no dia seguinte. Com 2 anos e 3 meses de “espera”, a Sophie saiu no site. Quanto tempo, não? Mas foi divertido!

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Sobre a infância

8 08UTC abril 08UTC 2011

Queria achar um texto da fantástica Amelie Nothomb, mas não anotei, infelizmente. Só achei algumas divagações teóricas com o mesmo conteúdo, a criação iluminista da chamada “era da inocência“, esse protecionismo absurdo que nossa sociedade criou para a criança. Tsc.  Prossiga:

“Somente a partir do final do século XVII, admite-se que a criança não estava preparada para entrar na vida adulta e que deveria, portanto , seguir um regime especial . A palavra infância , enfim , aproximava-se do sentido moderno . As mudanças eram realizadas sob diferentes aspectos . Num primeiro momento , ocorreu o que Ariès chama de “paparicação”, ou seja, a criança era tratada como um pequeno brinquedo ou animal de estimação usado para entreter os pais (Ariès,1998 :52). Steinberg e Kinchloe vão assinalar esse protótipo da família moderna já no século XIX, em que o comportamento propriamente paternal aglutina-se em torno de noções de ternura e responsabilidade do adulto pelo bem estar da criança (Steinberg e Kinchloe, 1997 :2).”

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“Vale ressaltar , entretanto , que mesmo quando se começou a entender a criança como um ser diferente do adulto , a infância ainda não era relacionada à idéia de inocência . De acordo com Ariès, a noção de ‘ criança inocente ‘ começou a se formar através da literatura pedagógica , contribuindo para justificar a necessidade de uma educação formal e continuada que viesse a preparar a criança para o mundo adulto . Outro fator central teria sido a emergência do capitalismo comercial e a formação da classe média , que começava a preocupar-se com a formação daqueles que dariam continuidade aos seus negócios no futuro (Ariès, 1998).”

Entendeu agora?

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