O que acontece é que eu simplesmente não consigo acreditar nessa coisa de karma e darma que falam por ai. Você tem que ser bonzinho, zen, você tem que fazer “a” para receber “a+a”. Num sentido prático, se eu ajudo as pessoas com emprego, eu terei sempre emprego. Se eu ajudo com dinheiro, terei sempre dinheiro. Se eu ajudo com comida, terei sempre comida. Não me entra na cabeça as coisas serem “quadradinhas” assim simplesmente como uma operação de soma de primeira série. Por outro lado, eu também não acredito em destino, que haja algo tão pré-estabelecido aonde você pode simplesmente sentar sua bunda na cadeira (o que a maior parte das pessoas faz) e esperar uma graça “divina”. Assim como eu não acredito em coincidências. Tudo acontece por um motivo (embora em muitos casos nós nunca vamos saber quais são).
Pra mim é tudo muito complexo para se colocar em regras de karma e darma, bem como se colocar em regras como “O Segredo”. Exigir sentimentos de felicidade em 100% das vezes soa falso e perigoso. Às vezes precisamos extravazar da forma que mais nos convém, colocando a raiva/rancor/ódio pra fora. E muitas vezes, esses sentimentos nos traz aprendizados maravilhosos, é hipócrita simplesmente querer negligenciá-los.
Bom nem pensar muito sobre essas coisas, pois o que o melhor que há de se fazer é sentir aquela vozinha lá de dentro que não tem nome, nem cor, nem rótulos, nem regras… e muitas vezes nem sentido. Mas ela sempre traz felicidade, mesmo que demore.
[Escrevi isso enquanto pensava no nome daquele grupo que me apetece muito, She Wants Revenge]


