O Nine Inch Nails, para mim, se tornou como aquele amigo que você adorava, tinha um enorme carinho e contava com ele em todas horas, mas que por algum motivo, ele surtou. Ainda assim você não perdeu as esperanças de que em algum dia ele se encontre e volte a ser alguém legal de novo, mesmo que de uma forma diferente.
Depois do “The Fragile”, o NIN nunca mais foi o mesmo e começou a fazer um trabalho descartável atrás do outro. Mas ainda assim, quando vieram aqui eu estava lá e aproveitei tudo o que eu pude aproveitar, esquecendo o “surto cretino”. Ano passou, cd novo lançado e nada desse surto passar. “Deve ser por exigência da gravadora”, eu pensei.
Agora é só o Trent, sem máscaras, sem exigências, sem gravadoras, sem nada. É o primeiro cd lançado de forma independente, com venda pela internet, download legal e todas essas coisas modernosas que vão dominar o mundo.
Na hora em que eu pensei “Agora vai”, o cd acabou. Sniff. Mas quase foi dessa vez, sabe?
“Ghosts I-IV” se trata de um um trabalho cheio de barulhinhos, sem vocal, imensamente superior às porcarias anteriormente lançadas. Uma trilha sonora para qualquer coisa: para você ouvir indo trabalhar, no almoço, conversando, tomando banho, cagando. Ela vale para qualquer coisa!
E renovou o meu desejo de que talvez no próximo cd, o NIN volte a fazer com que eu sinta aquilo que um dia eu senti.

[E nessa noite eu tive um sonho tão lindo, mas tão lindo, desses que ñao fazem nenhum sentido, mas de alguma forma, parecem que te dizem alguma coisa. Se eu não morrer até amanhã com esse misto de gripe com dor muscular causada por atividade física, eu conto.]


