“Amiga dela, inimiga minha”

J f, 2009 at 11:38 pm | In cotidiano, cretinices, religião | 4 Comments
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Fácil: Ache Iemanjá abaixo e ganhe uma graça (a graça você barganha diretamente com ela!):
Quem será?

For Dummies, valendo um quarto de graça (a ser negociada com a fonte):
100_1021-800

Num dia qualquer da semana passada, estava eu sentada no banco da calçada perto do trabalho, fazendo minha fotossíntese diária na hora do almoço, quando a faxineira aparece com sua fiel colega de rango e pede pra eu olhar na rua abaixo, onde tem uma pracinha. Eu sem entender nada, não vejo sejá lá o que fosse. Depois de muito barulho, ela disse que tinha uma “estátua azul” ali e que “disseram” pra ela que era Iemanjá. Olhei de novo e vi a estátua, mas sem entender nada fiz cara de desktop de windows e continuei minha fotossíntese, enquanto ela começou com os discursos de crente que aquilo era coisa de gente fraca da cabeça e quem fosse amiga dela (da estátua?), era inimiga dela, porque ela era de deus e blá, blá, blá. Eu continuei no desktop de windows. E pra cada pessoa conhecida que passava, ela mostrava. Não demorou pra cada um inventar um significado diferente pra tal estátua azul, porque na verdade ninguém sabia o que era.
E por algum motivo naquela tarde ela começou a comentar com todas as pessoas que a “minha amiguinha” estava ali na praça. No outro dia, ela fez mais gracinhas e perguntou se eu não ia ver minha “amiguinha” naquele dia. Até hoje ela fala todos os dias da minha “amiguinha” e eu continuo com minha cara de paisagem.

No fundo, achei engraçado. Mal sabe ela que Iemanja faz muito mais parte do meu dia-a-dia do que ela sonhou em imaginar.
Odó Iyá! =D

4 Comentários »

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  1. minha mãe, minha força… e agora mais ainda.. =)
    e continue fazendo cara de desktop com estas pessoas pequenas.
    bjs.

  2. Oi, faz tempo, né? Não te vi mais online…

    Sobre essas pessoas, nem adianta. O problema não é a fé, mas a ignorância. Nos resta lamentar.

    Beijo,
    Liz

  3. Pra mim, jogo de luz e sombras e espelhismos só funcionam no Playcenter.
    Quer enlouquecer com um livro? Lê “Garganta Vermelha”, de um norueguês chamado Jo Nesbo. 540 páginas. Minha filha, vou te dizer, viu…

  4. Odoiá!

    A maior violência é a intolerância.
    Mas isso não ensinam quando falam sobre imagens…

    O show é para o povo passar o tempo e desanuviar a cabeça… e arrecadar uns trocos também!


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