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23
Abr
08

Enviado por uma querida amiga…

… mas parece que fui eu que escrevi isso. :-P

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Não importava o quanto as pessoas falavam, e nem mesmo que seus argumentos fossem os mais lúcidos, porque depois que resolveu entrar de cabeça em uma relação de dor e sofrimento, nada mais no mundo mais parecia importar.

Claro que sabia que estava fazendo papel de maluca, dando uma de alucinada, mas aquela porcaria de amor que sentia era tão forte e te dominava de tal jeito, que mais parecia uma drogada em crise de abstinência. Sim, a abstinência causada pela rejeição, aquela coisa de quanto menos tem , mais deseja, entende?

E aí não teve jeito, porque nada pior que uma bela dor de corno, de uma complexo de chutada, para se ferrar de vez.

Noites sem dormir, pesadelos constantes e a maldita pergunta que não queria calar: “Por que ele me abandonou?” Fala a verdade: quantas vezes não torturou seus vizinhos ouvindo a maldita música do Legião Urbana, Vento no Litoral, um verdadeiro clássico para nove entre dez capachos emocionais? Claro, nada melhor que curtir uma fossa ouvindo, “Já que você não está aqui o que posso fazer é cuidar de mim…”

Pena que o refrão só ficava na canção, né? Sim, porque cuidar de si, deixar de fazer este papel deprimente de correr atrás de quem está muito mais feliz sem a sua presença, era algo que menos pensava em fazer: “Eu quero morreeeeeer!!!” Lógico, sofrer tinha aquela coisa de glamour, de sentir-se como uma heroína martirizada, cujo maior pecado era amar demais (argh!!!).

Mas heis que um dia, já de saco cheio de tanto escutar seus lamentos, o bom Papai do Céu resolveu clarear sua cachola. Bem, pra falar a verdade, Ele estava mais a fim de fulimina-la com um raio bem no meio da sua cachola. Sim, porque além de suas lamúrias ainda tinha que escutar as súplicas das suas amigas e parentes “Senhor, fazei com que ela pare de falar que está sofrendo!! Eu não agüento mais!!! É muita provação, meu Pai!!”

Mas como Ele é Deus, resolveu te dar um choque de realidade, fazer com que visse o quanto estava sendo ridícula!

Fala a verdade, não foi um milagre ter acordado naquele dia, sem um motivo aparente e ter se decidido que já era hora de parar de sofrer? Nossa, parece até que um filme passou na sua mente, não foi? E a raiva que sentiu, então? Puta que pariu, mas que ódio bravo foi aquele que sentiu, menina? O ódio de chorar, de correr atrás, de fazer macumba pra ele voltar! Sem contar as vezes que implorou como uma condenada “Volta pra mim, pelo amor de Deus!!!”

Sem contar aquela vez que tentou de matar com seu aparelho de depilação, e a única coisa que conseguiu foi deixar os pulsos mais macios.

É, minha filha, na hora da paixão tudo parece valer a pena, mas depois, quando acaba, bate uma vontade de sumir, enfiar a cabeça dentro de um buraco: “Gente, não era eu, juro!!! Os alienígenas que invadiram meu corpo e me fizeram fazer papel de palhaça!”

E não tem jeito: toda mulher capacho um dia morrerá de vergonha das cagadas que fez por amor!

E como as coisas são engraçadas, não? Você estava cansada de saber que era uma tapada, se sentia como uma perfeita mulherzinha, e ainda vivia repetindo que tinha que se amar e etc e tal, mas descobrir que não passava de uma ridícula foi demais pra agüentar!!!

Na imensa maioria das vezes, quando recebo emails de agradecimentos, muitas mulheres dizem que o que as fez abrir os olhos, não foram palavras doces, cheias de compreensão ( aqui elas não encontram, mesmo!), mas algumas matérias “bem grosseiras”, que fizeram com que acabassem morrendo de vergonha. E o mais interessante é que muitas chegaram ao site quando digitaram no google “como esquecer um amor”! Ou seja: são os primeiro sinais da lucidez!! Aleluia!!!

E é sempre assim: “Depois que terminei de ler eu chorei muito, porque vi como estava sendo idiota”. Ah, e pra quem não sabe, a matéria preferida é “VOCÊ TEM MEDO DE PERDER O QUÊ?” , um verdadeiro tapa na cara de mulher iludida!

O mais interessante é que se eu falasse, se fosse um papo na base do olho no olho, da mesma maneira que muitos tentaram abrir seus olhos e fracassaram, não teria tanto efeito. Sim, porque tem sempre aquela coisa da resistência, do sofredor apegar-se cada vez mais a sua dor diante de condenações, como se estivesse lutando contra o mundo pra manter o sagrado direito de sofrer por amor! Mas quando elas estão lá, sozinhas, lendo o que escrevo, mesmo me xingando de tudo quanto é nome, me mandando pra o inferno, dificilmente conseguem deixar de refletir.

Sim, muitas confessam que me odiaram, mas que depois descobriram que este ódio era por faze-las ver o que se negavam à aceitar: que todo sofrimento é inútil! Dizem que é um dom que tenho, outras até arriscam dizer que deve ser uma missão, mas se eu acreditasse nisso, diria que deve ser um karma de vidas passadas, por ter sido mercador de escravas brancas!!

Jamais alguém vai querer ser uma ridícula, porque até a mais “digna de pena” do mundo tem pelo menos uma gotinha de amor-próprio.

E é exatamente esta coisa de se jogar pra cima, de se valorizar, de sentir ódio por ser tão fraca, que faz com que muitas descubram que amor não correspondido é ridículo, que o choro desesperado diante de um chute na bunda é ridículo e que a recusa em aceitar que o outro não te deseja nem pintada de ouro é ridícula.

E que bela porrada na cara foi descobrir que tudo aquilo que você tanto exaltava, como um amor incondicional e outras babaquices românticas, não faziam de você uma grande mulher, mas uma ridícula!

Lógico que todo mundo sofre, mas existe um limite para tudo. E este limite não sou eu e nem suas amigas que determinam, mas você. Afinal, a segunda maior revelação que recebeu, é que todas as escolhas, sejam boas ou ruins, são suas.

Então escolha não ser infeliz!!

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12
Mar
08

Meu caso de amor com o Billy Corgan

Como assim ninguém nunca inventou um aparelho que gravasse os seus sonhos, para você revê-los quando acordasse? Quase sempre você acorda com aquela sensação de que o sonho ainda está em suas mãos… e devagar ele vai se esvaindo, se esvaindo… até que ele se torna uma distante lembrança. Triste. No instante em que acordei lembrava de todos os detalhes direitinho, mas agora são só algumas nuances que me trazem paz. Nenhuma parte faz sentido algum, um quadro se transformava em outro completamente diferente, mas ali era tudo normal. Eu sonhei que o Smashing Pumpkins vinha para cá e eu tinha um caso com o Billy Corgan durante todos os dias em que ele esteve aqui. Não, não foi um caso como com o Dexter (ai, ai, ai…). Foi um casinho de amor mesmo. Sei lá se foi porque eu costumava dizer que o Billy Corgan tinha toda a pinta de quem sabia tratar uma mulher como uma mulher de verdade. Mas ao mesmo tempo não tinha aquele clima de casinho de amor… era só algo… imensamente… bom. E no último dia em que nos vimos, ele me entregou uma carta bem grande, que me deu uma imensa paz. Infelizmente só me lembro de algumas palavras. Dizia que quando chegasse a hora, eu deveria ir no endereço ali escrito, para me encontrar com ele, que estaria me esperando. Deveria fazer tudo sem pressa, pois tudo se encaixaria para chegar naquela hora. E eu o encontraria. E ai tinha uma palavra em alguma língua que não conhecia, mas que me lembrava gaélico. Só me lembro que começava com “C” e terminava com algo tipo “augh” ou “aghar”. E embaixo, como que explicando a palavra, estava escrito algo como “o ir e vir do mar”. E foi como se aquilo fizesse todo o sentido do mundo para mim. Logo depois eu acordei. E esse “ir e vir do mar” ficou grudado na minha cabeça.

Quando fico dopada de remédio geralmente tenho uns sonhos bem reais. Vai entender…

19
Jan
08

“Pergunte pro seu Orixá o amor só é bom se doer”

Muito, mas muito a se passar aqui dentro, mas insisto em expressar os sentimentos com o silêncio. Sabe daquelas sensações onde tudo ao seu redor parece ficar cinza, quieto, encolhido? Alguns processos naturais são demais dolorosos e algumas coisas as mulheres nunca deveriam conhecer.

Mas eu tenho ouvido algumas coisas tão lindas, mas tão lindas, mas tão lindas que me deixam muito emocionada. Muita coisa acontecendo numa hora só. Mesmo num momento tão triste, tanta coisa bonita acontece.

******
O homem que diz “dou” não dá, porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz “vou” não vai, porque quando foi já não quis
O homem que diz “sou” não é, porque quem é mesmo é “não sou”
O homem que diz “tô” não tá, porque ninguém tá quando quer
Coitado do homem que cai no canto de Ossanha, traidor
Coitado do homem que vai atrás de mandinga de amor
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Que eu não sou ninguém de ir em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor
Amigo senhor, saravá, Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha, não vá, que muito vai se arrepender
Pergunte ao seu Orixá, o amor só é bom se doer
Pergunte ao seu Orixá o amor só é bom se doer
Vai, vai, vai, vai, amar
Vai, vai, vai, sofrer
Vai, vai, vai, vai, chorar
Vai, vai, vai, dizer
Que eu não sou ninguém de ir em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor
[Canto de Ossanha]




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