Fácil: Ache Iemanjá abaixo e ganhe uma graça (a graça você barganha diretamente com ela!):

For Dummies, valendo um quarto de graça (a ser negociada com a fonte):

Num dia qualquer da semana passada, estava eu sentada no banco da calçada perto do trabalho, fazendo minha fotossíntese diária na hora do almoço, quando a faxineira aparece com sua fiel colega de rango e pede pra eu olhar na rua abaixo, onde tem uma pracinha. Eu sem entender nada, não vejo sejá lá o que fosse. Depois de muito barulho, ela disse que tinha uma “estátua azul” ali e que “disseram” pra ela que era Iemanjá. Olhei de novo e vi a estátua, mas sem entender nada fiz cara de desktop de windows e continuei minha fotossíntese, enquanto ela começou com os discursos de crente que aquilo era coisa de gente fraca da cabeça e quem fosse amiga dela (da estátua?), era inimiga dela, porque ela era de deus e blá, blá, blá. Eu continuei no desktop de windows. E pra cada pessoa conhecida que passava, ela mostrava. Não demorou pra cada um inventar um significado diferente pra tal estátua azul, porque na verdade ninguém sabia o que era.
E por algum motivo naquela tarde ela começou a comentar com todas as pessoas que a “minha amiguinha” estava ali na praça. No outro dia, ela fez mais gracinhas e perguntou se eu não ia ver minha “amiguinha” naquele dia. Até hoje ela fala todos os dias da minha “amiguinha” e eu continuo com minha cara de paisagem.
No fundo, achei engraçado. Mal sabe ela que Iemanja faz muito mais parte do meu dia-a-dia do que ela sonhou em imaginar.
Odó Iyá! =D





