Sobre o título…

Queria mudar para o WordPress. Queria iniciar um blog novo, nesse novo momento da minha vida. Mas não queria continuar com o padrão de “nome.blog.algumacoisa”. E fiquei pensando em quais palavras seriam legais, sem me lembrar de nada genial. Comecei a pensar em livros, e logo me lembrei de um dos melhores amigos que fiz nas leituras: Holden Caulfield. A primeira lembrança do livro é “se esbaldando”. Mas “esbaldar-se” é um verbo com aquelas partículas que me esqueci do nome e não iria ficar legal algo como “esbandandose.wordpress.com”. Dai me lembrei de um dos melhores momentos do livro aonde se explica o título. E então veio o “campo de centeio”, que pode ser interpretado de tantas formas, como tantos seres humanos, como um simples blog.
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“Era domingo, e quase todo domingo a Phoebe vai patinar lá. Conheço bem o roteiro dela. Não estava tão frio quanto na véspera, mas o sol não havia aparecido e o dia não era dos mais agradáveis para se andar a pé. Mas vi uma coisa boa. Bem na minha frente caminhava uma família que, pelo jeito, estava vindo da igreja. O pai, a mãe e um garotinho de uns seis anos. Pareciam meio pobres. O pai estava usando um desses chapéus de feltro cinzento que o pessoal pobre usa quando quer ficar elegante. Ele e a mulher caminhavam despreocupados, conversando, sem ligar para o garoto. O guri era o máximo. Tinha descido da calçada e vinha andando pela rua, juntinho ao meio-fio. Fazia de conta que estava andando bem em cima de uma linha reta, como todos os meninos fazem, e cantarolava o tempo todo. Cheguei perto para ver se escutava o quê que ele estava cantando. Era aquela música “Se alguém agarra alguém atravessando o campo de centeio”. A vozinha dele até que era afinada. Estava cantando só por cantar, via-se logo. Os carros passavam por ele zunindo, os freios rangiam em volta, os pais não davam a mínima bola para ele, e o menino continuava a andar colado ao meio-fio, cantando – “Se alguém agarra alguém atravessando o campo de centeio”. Isso me fez sentir melhor. Deixei de me sentir tão deprimido.”

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