Das coisas profundas da vida

As coisas que mais te tocam são aquelas que são tão especiais que você nunca conseguiria escrever.
Como quando eu coloco uma música pra ouvir e ouço minha mãe cantarolando ao fundo.
(Nunca antes na vida, eu quis pedir perdão por tê-la julgado tantas vezes, especialmente hoje, que essa música faz um sentido TÃO grande para mim).

Perdoem a cara amarrada,
Perdoem a falta de abraço,
Perdoem a falta de espaço,
Os dias eram assim…

Perdoem por tantos perigos,
Perdoem a falta de abrigo,
Perdoem a falta de amigos,
Os dias eram assim…

Perdoem a falta de folhas,
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha,
Os dias eram assim…

E quando passarem a limpo,
E quando cortarem os laços,
E quando soltarem os cintos,
Façam a festa por mim…

E quando lavarem a mágoa,
E quando lavarem a alma
E quando lavarem a água,
Lavem os olhos por mim…

Quando brotarem as flores,
Quando crescerem as matas,
Quando colherem os frutos,
Digam o gosto pra mim…

Digam o gosto pra mim…

[“Aos nossos filhos”, Elis Regina]

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2 comentários sobre “Das coisas profundas da vida

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