Post-preguiça

Como a preguiça está reinando por aqui nesta semana de 3 dias (falta muito pra quarta-feira à tarde??), vou colar um texto bacana que saiu no Destak de hoje.

————8-<——cut-here————————————————-

Aquecimento global derrete cérebros

Uma barragem estoura no Piauí, mata oito, e a culpa é sua, que está aí, dirigindo seu carro, andando de ônibus

O mundo vive um processo de aquecimento do clima. Essa não é uma certeza absoluta, muitos cientistas duvidam dos dados disponíveis, mas há um crescente consenso de que, sim, a Terra está ficando mais quente. Existem diversas previsões dos efeitos desse processo sobre o ambiente e sobre a vida humana. Mas a maior parte do que se diz por aí não passa de chute – alguns bem fundamentados, outros nem tanto, mas todos são isso, chutes.

Não sou cientista, mas começo a desenvolver uma certeza sobre esse tema: além de geleiras, o aquecimento global derrete cérebros. Você duvida? As evidências são várias e a maioria delas é comprovável. Veja só.

Uma barragem estoura no Piauí, mata oito pessoas, e o governador do Estado, Wellington Dias, diz que a culpa é do aquecimento global e dos danos que a humanidade tem provocado ao planeta. Não entendeu? Bem, a culpa é sua, que está aí dirigindo o seu carro, andando de ônibus, produzindo gases do efeito estufa.

Outro prova do derretimento cerebral: um avião cai no meio do Atlântico, numa área em que comumente há muitas tempestades. Aí, um apresentador do telejornal da Globo News pergunta a um climatologista se o aquecimento global não teria piorado as condições na região da queda. É sério, o cara perguntou isso mesmo. E o coitado do especialista ficou lá numa saia-justa para não o chamar de bobo.

Ainda duvida? Mais uma prova: o Fórum Humanitário Global, uma ONG presidida pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, divulgou na semana passada que a mudança climática mata 315 mil pessoas por ano de fome, doenças e desastres naturais. Até 2030, esse número vai chegar a 500 mil, diz a ONG. E um monte de gente leva a sério. Puxa, e eu que pensei que fosse a fome, as doenças e os desastres naturais os responsáveis por tais mortes…

Não, não é que eu não acredite em aquecimento global e defenda que nada se faça contra ele, nem que se continue a poluir o mundo como tem sido feito desde a Revolução Industrial, no século 18. Em primeiro lugar, não se trata de acreditar ou não. Isso não é questão de fé. Apenas me recuso a pertencer à Igreja Universal dos Últimos Dias do Aquecimento Global Indícios apontam que há aquecimento. Não se tem certeza absoluta de que a atividade humana é responsável por ele, mas essa é uma boa aposta. Melhor prevenir, portanto. Ok, é o mais sensato a fazer. Mas é melhor manter também o cérebro funcionando, não é mesmo?

(Fábio Santos*Diretor editorial)

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