“O mundo imaginário do Doutor Parnassus” – Parte três

Ontem saiu um comentário bem ruim sobre o dr. Parnassus no Destak. Pena, a crítica quase sempre gosta de coisas ruins e elogia coisas péssimas.

Mas hoje saiu uma resenha bem bacana no Bom de humor sobre o filme, que estréia hoje.
Vale muito a pena assistir no cinema.

Vou até publicar a resenha aqui.

—– ******** ——-

Visite a mente de Dr. Parnassus

Parece quem em 2010 os diretores resolveram botar a cabeça para viajar por lugares mágicos, multicoloridos e sensoriais. Depois dos campeões de bilheteria Avatar e Alice no País das Maravilhas, chega agora aos cinemas um filme que não deve bater os dois primeiros em popularidade, mas que leva fácil o troféu psicodelia do ano.

Último filme com o ator Heath Ledger, O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus desafia o público a sonhar mais longe. Quem se permitir participar da brincadeira, tende a sair ganhando. O diretor Terry Gilliam (Os 12 Macacos, Medo e Delírio) já é conhecido pela tendência surrealista de seus filmes. Desta vez, o membro da trupe inglesa de comédia Monty Python vai além ao contar a história de Dr. Parnassus (Christopher Plummer), um ex-monge que vende a alma ao diabo (Tom Waits) e, no futuro, precisa pagar um preço alto e entregar ao demo sua linda filha de 16 anos (Lily Cole).

Acompanhado de sua trupe mambembe de teatro, ele monta sua tenda às margens de metrópolis sombrias e tenta convencer o público a atravessar um espelho que revela os segredos de sua mente. É nessas travessias que os visitantes encontram ambientes fantásticos, com surpresas como sapatos e águas-vivas gigantes ou rios que se convertem em serpentes.

A morte de Heath Ledger em janeiro de 2008 interrompeu as filmagens do longa e o personagem dele, Tony, acabou sendo assumido por um trio estrelado: Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell. A solução encontrada para o impasse acabou dando a pitada final de nonsense à trama de Tery Gilliam.

Em ritmo de montanha russa, o filme transporta o espectador a cenários improváveis, que divertem e ao mesmo tempo amedrontam. Neste encontro entre o humor e o sombrio, a história acha seu grande trunfo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s