Sobre o "Água para elefantes"

A-ha! Meu pressentimento não costuma falhar (e até rimar! haha!)!
Dia desses estava fuçando as páginas de promoções do Submarino e me deparei com um livro de título estranho, “Água para elefantes”, que me chamou a atenção. Li rapidamente a descrição e vi que tinha uma temática circense. Gosto disso.
E como estava apenas R$ 9,90 resolvi arriscar meio no escuro, num impulso. Depois de pagar, à noite, pesquisei algumas coisas e comecei a ficar receiosa, por mensagens do tipo: “As pessoas que leram esse livro, também leram ‘O menino do pijama listrado’ e ‘O caçador de pipas’. Em seguida, li alguns depoimentos do tipo “Ai, tipo assim, o livro é tipo maravilhoso, sabe? Tipo daqueles com final feliz”. A história não melhorou, li várias críticas nesses sites de pessoas que ganham livros e gostam de todos. Aliás, porque será que as pessoas que lêem livros e escrevem críticas, só sabem copiar a sinopse?
Enfim… recebi o dito cujo e o levei para os meus hábitos alimentares. Explico: Onde trabalho há um refeitório próprio, com uma comida maravilhosa. Almoço, e tenho preciosos minutos do meu horário livres. Como na rua não há nada além de carros e uma agência dos correios, aproveito para ler.
Demorei um pouco mais de uma semana de horário de almoço para terminar. O começo me pareceu bacana, mas ainda assim eu tinha receio. Um velhinho num asilo abandonado pela família, que começa a contar suas memórias que ninguém nunca antes pediu pra ouvir. Ele trabalhou no circo, num período fodido de ruim, sofreu pra caramba e blá, blá, blá. Todos os indícios de ter um final mega feliz digno de um livro de auto-ajuda.
Porém, o velhinho não é o mais legal do livro. O melhor dali é a Rosie, a elefanta. “Ela é um charme, tipo assim, tudo de bom, saca?”, deveriam ter dito!

Ainda receosa com o final, fui me deixando envolver. E não é que o livro tem um final lindo??? Claro, pela elefanta. E a nota da autora nas páginas finais diz que ela dedica o livro a duas elefantas reais da história do circo.A-ha! Ai é que está a melhor parte: Não é que a autora (uma tal de Sara Gruen, prazer!) é uma defensora dos animais?
“Bravo! Ai, sim!”, foi o que ninguém disse.
Descobri que ela só escreve sobre bichos e tem dois outros títulos não publicados no Brasil, “Riding lessons” e “Flying changes”. Vou até pesquisar pra ver se encomendo.

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