Sobre “O cisne negro”

Darren Aronofsky é mestre em enfiar o dedo na sua ferida e dar as costas depois, te deixando agonizando em dor!!!
O cisne negro“, definitivamente, não é um filme para você assistir antes de dormir. Dói!
Não bastam comentários do tipo “o filme mostra o cotidiano das cias de dança com toda a competição, superação” e blá, blá, blá. Qualquer coisa parecida é superficial e não traduz a essência do filme.
Dói, você consegue se ver exatamente no lugar de Nina (a pra lá de maravilhosa Natalie Portman), com toda sua sede por superação própria, fobias, medos, chateações com seu mau desempenho e frustrações com o mundo porco que nos cerca (onde predomina a ganância, os interesses, a falta de integridade) e acima de tudo, a luta contra você mesmo.
Não adianta ser hipócrita e abafar isso… há situações em que a luta com você mesmo é constante. E, frase dita em vários momentos do filme, às vezes nosso maior inimigo somos nós mesmos.

Metáforas à parte, as coreografias são lindas (organizadas pelo atual marido da guria, o bailarino Benjamin Millepied) e a cena em que ela supera seus desafios beirando à perfeição (tão buscada por ela) e se torna o próprio cisne negro é maravilhosa! Os passos de Nina são perfeitos.

Depois do escorregão com “O lutador” (eu detestei!), Aronofsky volta com todas as boas críticas possíveis, o filme tem feito um bom barulho por ai. E é merecido.

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