Santo é santo. Orixá é orixá.

Finalmente consegui o documentário “Devoção”, que passou rapidamente pelo circuito de cinema de São Paulo em 2008. Com direção de Sérgio Sanz, ele nos aponta uma questão bastante polêmica no nosso Brasil grandão de deus (e orixás), o sincretismo religioso. Com depoimentos de pesquisadores, autoridades do candomblé e devotos do catolicismo, vemos os pontos principais de cada uma das religiões apontadas, ainda que muitas questões só se expliquem pela fé individual.

É no mínimo respeitável a forma com que os africanos tiveram que “mascarar” sua fé para sobreviver como escravos quando um cristianismo passava (e ainda passa, infelizmente) por cima de tudo e de todos. E a fé sobreviveu a isso. A fé continua firme e forte e mantém suas raízes lindas, para quem quiser ver (e sentir). A sobrevivência do candomblé no Brasil é algo digno de louvor, ainda que hoje as mentes frias e ignorantes insistam em dispensar tamanho preconceito.

Devoção” e “Mensageiro entre dois mundos” (do lindo Pierre Verger) são duas das minhas grandes referências para quem me pergunta sobre a cultura do candomblé. Filmes coerentes, com pés no chão e com uma emoção linda de se ver.

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