Marrom – Parte um

E junto com 2012 começo minha “passagem” pela faixa marrom clara. A ansiedade e a felicidade por chegar até aqui são imensas, mas a gratitude e o carinho pelos passos dados no passado também são. Até agora, posso dizer que a faixa vermelha (antecessora da marrom) foi a mais importante na minha vida de kung fu. Seus ensinamentos foram incríveis e sou uma pessoa melhor depois de tudo. Melhor para o kung fu, melhor para a vida e pronta para os ensinamentos futuros.

Esse segundo semestre de 2011 foi bem complexo. De forma alguma poderia dizer que foi “ruim”, ou empregar algum adjetivo negativo, mas foi um período tenso, com muitos aprendizados e muitas provas difíceis. Só consegui processar todo o aprendizado depois que tudo foi concluído. E ainda estou degustando o resultado, feliz.

Foquei nos meus treinos com total dedicação e neles concentrei alguns aspectos da minha vida. Tava feliz? Treinava kung fu. Tava triste? O kung fu ajudava a abstrair o sentimento. Algumas pessoas julgaram isso como errado, dizendo que fazia disso uma fuga, mas hoje vejo que essa foi a melhor estratégia que pude adotar. Foquei “fora” de mim algo que eu gostaria de aos poucos trazer para “dentro”. Eu queria ficar bem. Eu queria melhorar. Queria ser capaz. Dentro e fora do kung fu. O resultado foi que aprendi coisas intensas sobre mim, sobre meu corpo e sobre a forma que lido com o todo. Aprendi que a endorfina pode fazer milagres por você, desde que você aprenda sobre ela. E essas lições transformaram a minha vida.

Aprendi que você deve traçar metas claras para você e não se desviar do caminho. Às vezes você precisa ser flexível, porém sempre determinado. Aprendi que as pessoas que torcem por você e te estendem a mão durante o caminho valem ouro! A ajuda que tive nesse processo foi incrível e me ajudou em muitas horas onde eu parecia ter me perdido na estrada. Aprendi a ignorar as pessoas que vão contra seus objetivos e a passar com um trator por cima dos obstáculos.

Muita coisa acontece durante o caminho e temos que ter a mente aberta para adquirir as habilidades necessárias. O segredo é ter o objetivo fixo no pensamento e ter o coração aberto para os ensinamentos.

Cruzar a marca da chegada é uma sensação mágica, transformadora e reconfortante. Você sabe que foi merecedor de tudo aquilo e pode ainda ir muito além. A sensação do “você conseguiu” é de um valor imensurável e isso só foi possível pelo seu esforço e pelos ensinamentos dos que estão ao lado, pois você não é nada sozinho. E sim, você é uma pessoa melhor se você souber dar valor em tudo isso.

Quem ousou conseguir e sentiu isso na pele, sabe muito bem do que estou falando. Eu sou kung fu. Eu sou vida!

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