Os Gonzagas

É discrepante a “fronteira” não admitida que separa o norte e o sul do nosso país. É triste, é revoltante.
Estamos todos sob a mesma bandeira de “Ordem e Progresso“, mas é só dizer a sigla que vem após o “SSP” que consta em seu RG, que as diferenças começam. O sul não entende o norte. O norte é humilhado e menosprezado todos os dias, mas ainda assim resiste bravamente!

Isso é notório em “Gonzaga – De pai para filho“, que estreiou nos cinemas do Brasil na última sexta-feira, 26.
Com direção de Breno Silveira (conhecido principalmente por “Dois filhos de Francisco“), o filme narra a relação mal sucedida entre pai e filho, que se acertaram perto do final de suas vidas. Sem muitos detalhes oportunistas, sem muito apelo emocional, o roteiro do filme faz parecer que realmente a história chega muito perto de ser a original.

Lidar com mitos de uma cultura não é uma tarefa fácil. Principalmente da parte de Gonzagão, que é considerado o “símbolo do nordeste“. Desde pequena eu ouço muitas histórias a seu respeito, contadas pela minha mãe. Sua lenda está bem enraizada no nordeste do nosso país. Por isso, creio que muita gente “do sul” (como Gonzagão mesmo nos chamava) pode achar estranho ou parecer parte de uma realidade totalmente diferente. E por isso que convido a todos a assistir esse filme. Mas assistam sem preconceito. Assistam, como parte de uma história de nosso país.

 

Obs.: Publicado originalmente em Trem dos 7.

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