Dez entre milhões de cds

O tema da blogagem coletiva do mês de abril do grupo Rotaroots é sobre os 10 cds que marcaram sua vida e com isso diversas pessoas falarão sobre música. Como é algo que muito tem a ver com a minha vida, corri para tentar escrever alguma coisa. Como consumidora compulsiva de música, é bem difícil listar apenas 10 álbuns, sendo que às vezes escuto isso por dia. E todos nós já passamos por tantas fases que certamente  cometemos uma injustiça tremenda em listar apenas dez.

Há algum tempo, algumas brincadeiras parecidas foram feitas no Facebook. Me lembro de ter adicionado notas com os 15 melhores shows e 15 cds lembrados em 15 minutos. Eu sei que vou mudar de ideia assim que publicar, por isso apertarei o botão “Go” o mais rápido possível! rs

A lista não está em ordem de preferência, apenas enumerada para se ter uma base de leitura. Vamos lá:

01. My Dying Bride – Turn loose the swans
É difícil de se explicar o porquê, mas desde que ouvi pela primeira vez, esse álbum me marcou de forma profunda e desde então, os ingleses do My Dying Bride se tornaram minha banda preferida. Não ouço com tanta frequência como outras bandas, não gosto de todos os cds, mas há algo que se sintoniza com uma parte profunda de mim de uma forma tão intensa que eu nunca conseguirei explicar. Bem como não ouço esse álbum com frequência, só em ocasiões especiais, como se sua audição fosse algo sagrada demais para ser compensado pelo cotidiano. Há sentimentos que não conseguimos explicar, mas é gratificante quando os seguimos. <3

02. Dead Can Dance – Into the labyrinth
E agora falo da minha segunda banda preferida. Conheci o DCD lá pelos idos dos meus 16/17 anos através de uma indicação de uma conhecida (namorada do amigo do meu ex-namorado, na verdade) e também foi amor à primeira vista. Esse álbum especialmente foi um dos mais escutados por mim e faço isso vez ou outra ainda, atualmente.

03. Paradise Lost – Gothic
Esse álbum certamente mudou minha concepção sobre muita coisa no universo da música. Para a época, ele foi avassalador. O vocal do Nick Holmes era perfeito, o clima pesadão era marcante e a mistura com alguns elementos da música gótica infelizmente causaram o termo “gothic metal” que me dá pavor até hoje. Foi uma fusão tênue que poucas bandas souberam administrar e com certeza o Paradise Lost foi uma delas. Guardo o vinil desse trabalho com muito carinho até hoje.

04. Anathema – Serenades
Anathema é uma das bandas que mais ouvi na vida e assim como qualquer ser humano, a banda teve muitas fases, mudando drasticamente seu som inicial para o que ouvimos hoje.  Vincent Cavanagh é um dos meus vocalistas preferidos e não havia assumido o microfone ainda nesse álbum. Essa tarefa foi feita por alguns anos pelo misterioso Darren White. Ainda assim posso dizer que certamente esse foi um dos álbuns que mais me marcaram, tanto que ainda guardo o vinil dele com muito carinho.

05. Björk – Vespertine
Lembro de tê-loca comprado numa promoção de uma loja e ter o adorado logo que o ouvi. Foi por meses um dos meus álbuns de cabeceira, mais ou menos na época em que a linda Björk estrelada o “Dançando no Escuro”, cuja trilha sonora também ouvi por meses. Não sou fã de todos os seus trabalhos, mas gosto muito desse cd inteiro, em especial. Não se há muito o que dizer sobre a Björk. É puro amor.

06. Led Zeppelin – Physical Graffiti
O Zep foi uma das primeiras bandas de rock que descobri e gosto deles até hoje, pouca gente sabe disso. Foi também o meu primeiro VHS que comprei. A discografia do Zep e imensa e complexa e em cada fase parece que um certo cd se aproxima mais de você do que outro. Entretanto, o “Physical Grafitti” foi por anos um dos meus meu “cds de cabeceira” e é consequentemente o meu preferido deles, principalmente a primeira parte. Ainda me emociono toda vez que escuto “Kashmir”.

07. Smashing Pumpkins – Adore
O gosto pelo Pumpkins surgiu com a abertura da MTV no Brasil, mais ou menos na época em que eles lançavam o lindo “Mellon Collie and the Infinite Sadness” e o videoclipe de “Tonight, tonight” passava de hora em hora (como a Telesena). Lembro que o achava lindo de morrer. Mas não foi esse cd que me marcou e sim um de seus sucessores. Fiquei um tempo sem acompanhar a banda e numa das minhas idas à Fnac vi o “Adore” e decidi comprar. Foi mais ou menos na época em que eles estavam fazendo um show acústico na cidade – que eu perdi. Eu tive o azar de perder todos os shows que eles fizeram por aqui, infelizmente. Ainda espero vê-los ao vivo. De verdade. Mas esse cd ficou muito tempo me acompanhando também antes da hora de dormir. Adoro praticamente todas as músicas dele.

08. Nine Inch Nails – The Downward Inspiral
Não sei dizer quando nem como o Nine Inch Nails entrou na minha vida, mas veio para ficar. Eu tenho algumas lembranças do início da MTV no Brasil, que sempre apresentava o videoclipe de “Head Like a Hole” e eu achava super bacana e estranhamente gostoso aquele “vocalista com dreadlocks”. Estranhamente também adorava aquele outro “vocalista chapeludo” que era o Al Jourgensen com seu Ministry, banda que também adoro até hoje. O NIN sempre esteve presente em diversas fases da minha vida e pra quem é um ser humano meio que “low profile”, acho que a trilha sonora não poderia ser melhor. Até hoje me pego cantarolando algumas frases que batem com momentos da minha vida e poucas bandas causam essa trilha sonora. Adoro todo o trabalho do Trent Reznor e o considero um cara visionário e extremamente competente. Quando ele divulga algo, é como se tivesse o “selo Trent Reznor de qualidade”, você pode apostar!

09. She Wans Revenge – This is forever
Acho que de toda a minha lista, esse é o cd mais “recente” que a compôs. E olha que já faz uns 6/7 anos que sou fã da banda. Não sei dizer como, nem quando conheci o SWR, mas foi um caso bem despretensioso. Alguém em algum dia gravou um cd com vários álbuns em mp3 para mim e de repente me dei conta de que tinha me viciado nessa banda. Desde então é um dos álbuns que mais ouço até hoje. Vira e mexe dá aquela vontade de colocá-lo pra tocar com calma e apreciar cada som. Principalmente quando o céu noturno está limpinho e aquela lua linda brilha lá fora.

10. Radiohead – Ok Computer
Um dos álbuns mais lindos do mundo, me lembro bem de quando ele foi lançado. Como na época o cd era algo caríssimo no Brasil, eu tinha apenas uma cópia dele, que ouvia direto durante muitos meses. Não gosto muito dos novos trabalhos do Radiohead, mas me arrependo de não ter visto os caras ao vivo. E o “Ok Computer” marcou uma boa fase da minha vida. É gostoso de lembrar.

 

Anúncios

2 comentários sobre “Dez entre milhões de cds

  1. Eu sofro muito pra fazer listas, tanto em filme quanto em livros.

    Achei legal essa conexão que você colocou com sua vida e os discos, mas dos discos que você comentou eu Adoro esse do Radiohead, é uma dor bonita, a sonoridade é linda e as letras de matar.

    PS: VHS de Disco é uma coisa bem antiga…rsrs…mas eu tinha umas também.

    Bjos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s