De onde eu blogo?

Esse é o primeiro post que faço através do Rotaroots (projeto que promove a blogagem “oldschool”). Para mais informações, veja o o site ou o grupo do Facebook. Sou nova no pedaço, mas tenho gostado!!

 

O tópico da blogagem coletiva desse mês é o “De onde você bloga” e decidi participar, já que pouca gente de fato conhece o meu humilde e sucinto cafofo. =]

Em 90% do tempo o note fica no meu quarto, local que passo a maior parte do meu tempo e onde me sinto melhor. Apesar de recentemente ter “ganhado” uma casa inteira só pra mim, ainda não posso dizer que ela tem a minha cara e está como eu gostaria por diversos motivos (sendo o maior deles, grana! hehe), mas aos poucos as coisas vão se ajeitando!

Como o meu quarto sempre foi só meu (sou filha única, por isso nunca dividi um quarto na vida, nem imagino o tamanho do caos que isso seria pra mim!), tenho a minha famosa “bagunça arrumada”, onde quase sempre sei onde estão as coisas. Se tiro algo do lugar, o meu cérebro demora a processar a mudança e me confundo toda! Coisas de pisciana! hehe

Coisas essenciais no meu quarto: note, livros, caixas de som e gatos. Não consigo viver sem!
E essa foto mostra o restante do quarto do ângulo que eu vejo enquanto estou no note, que fica ao da minha cama e que invariavelmente conta com… gatinhas. ˆ-ˆ
Ou seja, é sempre uma inspiração muito grande e uma vista linda (pra mim, ao menos!).

A parede tem um dos meus murais ao fundo (que está desatualizado, mas devo falar mais dos murais temáticos depois que eu os atualizar!)  e aparece um pedaço d’O Grito do Munch, uma das pinturas que mais amo no mundo!

E invariavelmente também a cama conta com outros objetos de uso do dia, seja a câmera fotográfica, seja um livro, seja a roupa que usarei daqui a pouco, assim que sair do note.

Acho que esse cantinho em especial traduz muito de mim. É isso. :)

Cantinho do quarto

Cantinho do quarto

O conselheiro do crime – Filme

Numa lista sobre os melhores filmes de 2013, certamente “O Conselheiro do Crime” (The Counselor) não pode faltar.

Com roteiro de  Cormac McCarthy (autor das preciosidades “Onde os Fracos Não Têm Vez” e “A Estrada”), o filme conta com um elenco ilustre: Michael Fassbender, Penelope Cruz, Cameron Diaz, Brad Pitt  e Javier Bardem.

De acordo com a sinopse no Filmow: “Um advogado (Michael Fassbender) está prestes a se casar com sua noiva (Penélope Cruz), e decide juntar dinheiro participando de um dos esquemas ilegais organizados por seus clientes. O plano envolve o tráfico de centenas de quilos de droga, no valor de 20 milhões de dólares. Apesar de hesitar no início, ele aceita. Mas a execução do esquema não ocorre como planejado, e logos todos serão visados pelos chefes de um cartel mexicano. Enquanto os outros parceiros têm experiência no crime e sabem como desaparecer, o advogado não sabe como agir, e teme pela segurança de sua noiva. Sem escapatória, este homem perturbado começa a refletir sobre seus atos, tendo que aceitar as consequências brutais de seu envolvimento no crime.”

Talvez pela propaganda pouco explorada esse filme tenha passado meio que batido entre muita gente. Mas é um filme “pesado”, com uma trama muito boa e com uns diálogos tão profundos de tirar o fôlego (especialidade do autor Cormac, afinal!). Difícil de esquecer o diálogo de um dos momentos finais do filme, um telefonema avassalador. Copiei de uma legenda, mas não conferi com o áudio original, então pode ser que tenha algum errinho.

Fiquem com o brilhante telefonema:

Acho que você não entende minha posição.

Ações têm consequências, que criam novos mundos totalmente diferentes.

Quando os corpos estão no deserto, é um certo mundo.

Quando os corpos estão em qualquer lugar, é um mundo diferente.

E todos esses mundos, eles sempre estiveram lá, mas não assim.

Esse é meu conselho.

Não é meu dever falar o que você devia ou não ter feito.

O mundo está esperando você consertar os seus erros e ele é diferente do mundo aonde você cometeu esses erros.

Agora você está em um cruzamento. E você quer escolher, mas não tem alternativa. Apenas há uma aceitável. As escolhas foram feitas há muito tempo.

Não quero ofender, mas refletir geralmente acaba em uma situação onde não se pode ver as coisas da vida.

De qualquer jeito, devemos arrumar um lugar onde possamos nos adaptar com todas as tragédias de nossas vidas. Mas isso é algo muito arriscado.

Conhece o trabalho do Machado? Um grande poeta.

Machado era um professor. Ele se casou com uma linda e jovem garota. Machado a amava. E ela morreu. Então ele se tornou um grande poeta. Machado escreveu cada palavra, cada ponto e cada verso. Ficou uma hora com o que amava.

Porque ao lidar com a dor, as regras normais não se aplicam porque elas excedem o valor da penalidade.

Um homem daria nações para se livrar desta dor e ainda não poderia comprar nada com a dor. Porque a dor é inútil.

Você continua a negar a realidade do mundo em que está.

Você ama sua esposa tanto a ponto de trocar de lugar com ela?

E não digo quando está morrendo, porque assim é fácil.

O que você tem que entender é que a vida não irá voltar atrás.
Você é o mundo, você o criou.

E quando você não existir mais, esse mundo também não irá exisitr mais.

Mas para aqueles que entendem que estão vivendo os últimos dias da sua vida a morte, um curso, um sentido diferente.

A existência da antiga realidade é um conceito que nenhuma resignação pode ser aceita.

E depois todos os belos planos finalmente serão expostos e

revelados.

The Counsellor

It`s Kind of a Funny Story – O filme

Nessa minha fase conseguir se concentrar apenas em filmes leves, tenho descoberto alguns títulos bem legais, como esse que intitula esse post. Passaria completamente batido por mim, se não fosse pela insistência do modo de indicação do Netflix. Obrigada! o/

Parte dessa “recusa ” se dá pelo péssimo título que o filme ganhou em português: De “It’s Kind of a Funny Story” para “Se enlouquecer, não se apaixone”. Você já imagina um desses filmes bobos, cheios de piadas sem graça, com protagonistas tontos. Mas com um pouco de pesquisa, você percebe que se trata de um filme de tamanha sensibilidade que é difícil não se sentir tocado.

É um filme que basicamente retrata as pressões da adolescência, que podem levar à depressão. E por mais que você diga que o adolescente ainda passará por muita coisa “pior” na vida, quem não passa por pressões frequentemente na vida, não?

A simplicidade de Craig (Keir Gilchrist), um menino de 16 anos que entra numa clínica psiquiátrica e diz: “Oi, preciso que vocês me dêem algum remédio, porque estou pensando em me suicidar e se eu sair daqui sem nada, talvez eu me suicide”, mas quer no outro dia continuar sua vida cotidiana como se isso se curasse com um comprimido é “engraçadinha” e diz muito sobre como nossa atual sociedade encara o assunto.

Craig se “interna” na clínica psiquiátrica, mas como não há vagas na seção de adolescentes, ele convive com os adultos em tratamento. E partir dai a história se desenvolve. Cada ser tem um mundo, um problema, uma dificuldade de se relacionar com a sociedade. E quem não tem?

Uma das partes mais bonitas é quando ele sensibiliza um dos pacientes, um árabe, por ninguém ter entendido sua cultura até então. Às vezes as coisas são muito simples, só basta tentar compreender o próximo. E ainda é uma das maiores dificuldades das pessoas.

Vi recentemente que o filme foi baseado num livro, do Ned Vizzini. Devo ler em breve, talvez seja tão bacana quanto o “O lado bom da vida”, que novamente perdeu o brilho do título original que é “Silver Linings Playbook”.

Algo que vale muito na adaptação do livro ao filme é a trilha sonora. Cada música fofa e bem escolhida que se encontra ali, é impossível não tirar um sorriso!

Copiando a Wikipedia, segue a trilha sonora:
Not at My Best – Broken Social Scene
Smash It Up – The Damned
Happy Today – The Wowz
Icarus – White Hinterland
Where You Go – Elden Calder
The Ills – Mayer Hawthorne
Da Rockwilder – Method Man and Redman
Tourist in Your Town – Pink Mountaintops
Where Is My Mind – Maxence Cyrin
Blood – The Middle East
Check Me Out – Little Denise
Habina – Rachid Taha
Major Label Debut (Fast) – Broken Social Scene
Sweet Number One – Broken Social Scene
Intro – The XX

Mas claro, tenho que citar que um dos melhores momentos do filme e um dos melhores momentos dos filmes dos últimos tempos é essa adaptação para “Under Pressure” que você pode ver aqui. Uma das melhores coisas que vi ultimamente e que se encaixa de forma perfeita com todo o roteiro e essência do filme. Gaste uns minutos para ver:

365-79 e o início do outono em nossas vidas

Já dizia a queridíssima Amélie Nothomb que “Sem a grandiloquência dos ritos não teríamos força para coisa alguma” e desde que passei a entender um pouquinho mais sobre a vida, vi que ela é feita de pequenos ritos.

Algumas pessoas costumam dizer que o tempo e suas marcações é a gente quem faz e em partes, concordo. Nosso tempo individual pode (ou não) ser marcado por qualquer coisa, situação, fenômeno, crença. Muitas coisas só fazem sentido para nós mesmos, assim como muitas dessas coisas perdem o significado com o passar dos anos.

A vida seria menos divertida se a gente não a marcasse ali, em algum ponto, de alguma forma, em alguma situação para nos lembrar de algo ou alguém. Isso também trata de aprendizado. Seria eu muito otimista? Talvez! Eu penso que se estamos aqui por algum motivo (e estou longe de questionar fé, crenças, teorias ou filosofias de cada um), devemos tentar fazê-lo da melhor forma. Ou tentar – esse é o objetivo.

Há marcas que a gente insere (uma música, por exemplo, que te faz lembrar de um momento difícil ou muito bom), ou uma data (até seu próprio aniversário é uma marca em que você coloca um peso sentimental), mas a vida também trata de inserir algumas marcas por nós (a perda de uma pessoa querida, por exemplo) e talvez uma das grandes jogadas do nosso aprendizado seja lidar com todas as marcas que nossa vida carrega.

Nossos ancestrais aprenderam a ver na natureza algumas marcas que poderiam ajudar seu próprio dia-a-dia. Observar os processos naturais do tempo e aprender a interiorizar isso, é uma das maiores fontes de poder pessoal de que se tem notícia. A natureza é poderosa e se aprendermos a nos preparar como ela, nos sairemos melhor em grandes partes dos nossos confrontos diários.

Os ciclos do ano nos ensinam muito com poucos signos: basta parar um pouco e olhar ao redor como muita coisa muda! Claro, o clima brasileiro não propicia muito essa mudança, mas há lugares em que as mudanças são radicais – e as cores também.

Hoje o outono começou no hemisfério sul e nessa ocasião nossos ancestrais celebravam o equinócio de outono. Para quem não sabe: equinócio (do latim: aequus (igual) e nox (noite), então “noites iguais) é quando o dia e a noite têm “pesos” iguais, se equivalem na corrida do sol durante o ano. E o outono nos remete à colheita da terra.

Há uma figura de linguagem bonita nessas celebrações e se eu escolhesse apenas um signo para comentar, ficaria o dia todo aqui, e perderia o equinócio! Preste atenção ao anoitecer, eles são muito bonitos nessas datas!

E a quem ainda celebra com os ancestrais: Um ótimo Mabon, ou Ostara! Angus, Dionísio, Eostar, ou Alban Eilir! É uma escolha sua o nome do que (ou a quem) você celebra. O que importa é aprender!

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365-25 – SP

Provavelmente eu precisaria de um milhão de palavras pra descrever o que é a cidade de São Paulo.
É um ser próprio, dotado de grandes forças que move o mundo de milhões de pessoas. É amor e ódio, é o belo e o feio… é o sinônimo e o antônimo de muita coisa.

Eu não conseguiria viver longe disso aqui. É tudo o que eu sei!

E aproveitando o aniversário dessa linda cidade, gostaria de mostrar algumas fotos que eu fiz recentemente e que eu acredito que tenha muito a ver com esse gigante!

Na semana passada, tive a oportunidade de visitar o Jockey Club de São Paulo e foi uma experiência maravilhosa, daquelas que dá uma sensação de “mundo à parte”. O lugar, as pessoas, os ritos, são uma experiência única para quem quer conhecer um pouco mais sobre a vida. Infelizmente não poderíamos fazer fotos dentro da sala de apostas, mas fiquei me coçando para fazer um ensaio ali… é tanto sentimento ali junto, que é difícil de descrever!

Abaixo estão algumas fotos, mas há outras aqui. Acesse!

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Se você quer sair um pouco do agito da grande cidade, conhecer um pouco da história de São Paulo e não gastar muito dinheiro, recomendo que você faça uma visita à Vila de Paranapiacaba.

E se não estiver nessas condições, recomendo também. Aliás, recomendo que todo ser humano visite a vila. Ela é linda, amistosa, agradável de se andar enquanto se bate um bom papo.

A Vila é um distrito do município de Santo André e é possível chegar de carro e de trem. A estação mais próxima é a de Rio Grande da Serra, onde há ônibus intermunicipais que te levarão até lá.

Aproveite para fazer as trilhas, conhecer as cachoeiras e não deixe de conhecer o Museu Ferroviário Funicular, onde você poderá até tirar foto num cenário antigo e ficar elegante. ;-)

prp

Veja algumas outras fotos da bela Vila aqui!

365-17 – 13 razões INEGÁVEIS pelas quais Morrissey é o homem vivo mais sexy

O site gringo BuzzFeed publicou hoje, uma lista de 13 razões INEGÁVEIS pelas quais Morrissey é o homem vivo mais sexy.

Ai, ai. <3
Ai, ai. <3

Acompanhem comigo logo abaixo:

  1. Primeiro, basta olhar para essas sobrancelhas majestosas.
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  2. E você já viu ele sem camisa? Senhor, tem piedade.
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  3. Ele parece um anjo quando ele ri.
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  4. E às vezes quando ele fica todo ousado, ​​que particularmente é de derreter o coração.
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  5. Ele sempre é, “Oh, *ESSE* cabelo perfeito? Não se preocupe com isso.”
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  6. Ele é ainda mais fofo do que seus melhores amigos, ou seja, todo o reino animal
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  7. Ele é ainda melhor de óculos do que qualquer outro na história da existência
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  8. Veja com olhos de desenho animado de coraçãozinho como ele valoriza a literatura como só um gênio astuto que ele é.
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  9. Você sabe como ele fica dançando!
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  10. E aprecia o esplendor da horticultura (especialmente enquanto dança)
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  11. Olha como ele é lindo enquanto olha para o além!
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  12. A língua do Morrissey = Limite do “Não seguro para o trabalho”
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  13. E ele é a única pessoa que poderia tirar o brilho de David Bowie.
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Veja o artigo original aqui.