Sete anos de Kung Fu

Lá se vão sete anos de estudo, aprendizado diário e dedicação.
Em maio de 2008 eu não tinha a menor noção do passo que eu tomaria e que mudaria – para sempre – a minha vida.

Foi assim: Surgiu a ideia de fazer uma arte marcial para agregar condicionamento às aulas de dança que fazia na época, quando me lembrei que no caminho pro trabalho havia uma nova academia de kung fu. Resolvi (com muito receio de ver somente patricinhas loucas e caras marombados) conhecer e fazer uma aula experimental. Nunca, em toda a minha vida, tive nenhuma empatia com artes marciais ou filmes de luta, minha experiência partiu totalmente do zero. E foi ali, naquela aula experimental, que meu coração palpitou mais forte, como se ele soubesse que ali eu viria presenciar tantas transformações, acontecimentos, alegrias e algumas (poucas) tristezas.

Tantas mudanças aconteceram nesses sete anos. Em muitos aspectos, sou uma nova pessoa. Mudei muito, aprendi muito, mas nesses sete anos posso dizer que SEMPRE estive muito bem amparada em todos os momentos (de alegria e tristeza) pela minha nova família. Descobri coisas em mim que eu nunca imaginei estarem ali e se eu fosse só falar sobre isso, daria um textão mil vezes maior que esse.

No meu coração, eu sabia que aquela aula experimental mudaria minha vida para sempre e foi uma das decisões mais sábias que tomei na minha vida. Em sete anos evolui MUITO, aprendi muito mais do que em qualquer outra instituição (escola, trabalho, “família de sangue”). E sou muito grata àquela Edi que tomou coragem de vivenciar algo totalmente novo e distante de sua realidade.

Hoje estou me preparando para dar um outro passo importante e fazer exame para a tão sonhada faixa preta. Não consigo me imaginar mais sem o kung fu na minha vida. Ainda bem. <3

Capoeirista voador, por que não?

Artes marciais e candomblé, dois de alguns dos meus assuntos favoritos.
E é pra se orgulhar do cinema brasileiro mais uma vez! Sem comédias românticas, sem favelas e sem atores globais, o “Besouro” retoma a lenda do capoeirista Besouro Mangangá, o maior capoeirista do Brasil até hoje.
O filme é baseado nas histórias do livro “Feijoada no paraíso“, de Marco Carvalho. O papel principal fica com Ailton Carmo, que até então não era um ator, mas um capoeirista de verdade. E ele dá um show no filme!
Além das histórias de Besouro, outro destaque do filme são as cenas de luta e capoeira maravilhosamente elaboradas. Não poderia ser por menos, as cenas foram coordenadas pelo chinês Dee Dee. É, o responsável por Matrix, O Tigre e o Dragão e Kill Bill.
Se os chineses podem voar, porque nosso capoeirista não, se nossa capoeira é uma arte marcial tão nobre quanto as asiáticas?

A maior beleza do filme é a sutileza que trabalharam com muito cuidado, com muito carinho, por quem realmente entende dos assuntos. Principalmente na religião, que foi passada de uma forma super sutil, delicada em detalhes, linda demais de ver. Os orixás foram apresentados como “forças da natureza”, muito bem abordados. Com cenas lindas, é de chorar quando Oxum aparece, de amarelo, no fundo do lago. Enfatizo, tudo muito belo, tudo muito delicado, sem exageros, como deve ser.

E esse post estava aqui nos rascunhos desde novembro. É, correria. Mas eu não podia ficar sem comentar, porque vale muito a pena. Há muitos links para download por ai, não cheguei a baixar nenhum para ver a qualidade. Mas assistam com boa qualidade, pois é um filme com muitos detalhes bonitos de se ver!

Nada como degustar!

Alguns dias pesquisando internet, YouTube, amigos e afins para tomar uma certa decisão. Eu nunca entendi nada de artes marciais na minha vida e agora chegou o momento de começar. É um campo extremamente vasto, e que confunde a cabeça do caboclo desinformado, como eu. Durante muito tempo, eu me simpatizei com o aikidô, mas assim como tantas coisas que experimentei, senti que “faltava alguma coisa”. Eu precisava de algo para me ajudar a condicionar o corpo, principalmente agora que me envolvi com a dança. Mas tinha de ser algo com filosofia, porquê eu e academia tradicional de ginástica/musculação são duas coisas que não combinam. Há muitooo tempo atrás eu até tentei, mas me senti a pior retardada da face da terra! Continuei procurando, até que num dia qualuquer a minha “professora de dança substituta” (que veio se tornar minha nova amiga de infância) nos passou uma coreografia com uma música chinesa, em que ela usava movimentos de kung-fu. Naquele instante da experiência meus olhinhos brilhavam… como ficava lindo usar aqueles movimentos na minha dança! Mais muitas pesquisas e eu sempre acabava ficando meio confusa… pensava que era muito violento, me diziam que aquilo exigiria tanto sacrifício, dentre tantas coisas que as pessoas sempre falam. As etapas facilmente mudaram:
Dia 1: “Mas isso parece tão violento, não quero ter que quebrar tanta coisa assim!”
Dia 2: (Extasiadaaa) “Nossaaaa… nunca na vida imaginei que dar socos e pontapés com tanta violência era tãooooooooo gostosooooooo assiiiiiiiiim!”

Na verdade, eu acho que mais uma vez a “coisa certa” veio parar a mim. Eu me decidi pelo Choy Lay Fut, e olha, estou extremamente satisfeita com a minha escolha! Era exatamente isso que eu buscava!! :D