Ai, não!

No meu trabalho existe uma infinidade de psicólogos (as). Os assuntos relacionados são sempre recorrentes. E de repente houve uma febre em ler livros sobre psicopatas e afins.

Dia desses peguei um dos livros e abri em qualquer página para sentir o que rolava.
Li assim:

“Não negocie com o mal. Jamais concorde, seja por pena, chantagem ou por qualquer outro motivo, em ajudar um psicopata a ocultar o seu verdadeiro caráter.”
“Mentes perigosas (o psicopata mora ao lado)”, por Ana Beatriz Barbosa Silva

Ah, porra! Assim não, né?

Sobre um velho deitado…

Sem muito tempo nesses dias.
Mas não poderia deixar de dar notícias às tantas pessoas que visitam esse cantinho com certa frequência.
Às vezes até mais frequência do que deveriam, mas como diria a Irmã Selma, cada um sabe o que faz.
De qualquer forma, muito obrigada por ler essas palavras aqui nesse bloguinho, que mais funciona para mim como um laboratório de comunicação.
Obrigada a todos que recentemente procuraram aqui por: ogum (tá chegando o dia, né, meu povo??), são jorge, campo de centeio, pt cruiser, armageddon academia ou escola de kung fu.
Todos os movimentos são friamente monitorados.
E acho engraçado que tanta gente não se toque ainda do óbvio lulante: De anônima, a internet não tem nada!
Mas uma coisa é certa: cada um responde por suas ações (e páginas impressas! hehe). E eu desejo sempre a vocês três vezes mais do que me desejam.
Vocês sabem quem vocês são… e eu também sei. Boa noite! ;-)

Das coisas velhas

Dia desses umas pessoas que conhecia resolveram montar comunidades para venderem aquilo que não usavam mais. E notei que isso cresceu bastante ultimante. As pessoas colocam lá fotos dos perfumes pela metade, os sapatos que sempre “mal tiraram da caixa”, etc e tal. Existe até um blog super mega hype do mal, onde se encontram coisas caríssimas importadas que alguma patricinha se cansou.
Mas o que me deixa abobada é o fato das pessoas venderem as coisas velhas pelo mesmo preço de uma nova. Ou mais caro, juro.
Já vi alguns casos onde o sapato custava, por exemplo, 30 reais e a pessoa na maior cara de pau vendia pela bagatela de “40 reais + frete”.
Como tem gente que compra essas coisas sem pesquisar, meu povo?
Eu já tenho o pé atrás com a minha revendedora da Avon/Natura que sempre tenta empurrar aquela mercadoria que ficou encalhada, quem dirá com um troço desses?

“Amiga dela, inimiga minha”

Fácil: Ache Iemanjá abaixo e ganhe uma graça (a graça você barganha diretamente com ela!):
Quem será?

For Dummies, valendo um quarto de graça (a ser negociada com a fonte):
100_1021-800

Num dia qualquer da semana passada, estava eu sentada no banco da calçada perto do trabalho, fazendo minha fotossíntese diária na hora do almoço, quando a faxineira aparece com sua fiel colega de rango e pede pra eu olhar na rua abaixo, onde tem uma pracinha. Eu sem entender nada, não vejo sejá lá o que fosse. Depois de muito barulho, ela disse que tinha uma “estátua azul” ali e que “disseram” pra ela que era Iemanjá. Olhei de novo e vi a estátua, mas sem entender nada fiz cara de desktop de windows e continuei minha fotossíntese, enquanto ela começou com os discursos de crente que aquilo era coisa de gente fraca da cabeça e quem fosse amiga dela (da estátua?), era inimiga dela, porque ela era de deus e blá, blá, blá. Eu continuei no desktop de windows. E pra cada pessoa conhecida que passava, ela mostrava. Não demorou pra cada um inventar um significado diferente pra tal estátua azul, porque na verdade ninguém sabia o que era.
E por algum motivo naquela tarde ela começou a comentar com todas as pessoas que a “minha amiguinha” estava ali na praça. No outro dia, ela fez mais gracinhas e perguntou se eu não ia ver minha “amiguinha” naquele dia. Até hoje ela fala todos os dias da minha “amiguinha” e eu continuo com minha cara de paisagem.

No fundo, achei engraçado. Mal sabe ela que Iemanja faz muito mais parte do meu dia-a-dia do que ela sonhou em imaginar.
Odó Iyá! =D

Post-preguiça

Como a preguiça está reinando por aqui nesta semana de 3 dias (falta muito pra quarta-feira à tarde??), vou colar um texto bacana que saiu no Destak de hoje.

————8-<——cut-here————————————————-

Aquecimento global derrete cérebros

Uma barragem estoura no Piauí, mata oito, e a culpa é sua, que está aí, dirigindo seu carro, andando de ônibus

O mundo vive um processo de aquecimento do clima. Essa não é uma certeza absoluta, muitos cientistas duvidam dos dados disponíveis, mas há um crescente consenso de que, sim, a Terra está ficando mais quente. Existem diversas previsões dos efeitos desse processo sobre o ambiente e sobre a vida humana. Mas a maior parte do que se diz por aí não passa de chute – alguns bem fundamentados, outros nem tanto, mas todos são isso, chutes.

Não sou cientista, mas começo a desenvolver uma certeza sobre esse tema: além de geleiras, o aquecimento global derrete cérebros. Você duvida? As evidências são várias e a maioria delas é comprovável. Veja só.

Uma barragem estoura no Piauí, mata oito pessoas, e o governador do Estado, Wellington Dias, diz que a culpa é do aquecimento global e dos danos que a humanidade tem provocado ao planeta. Não entendeu? Bem, a culpa é sua, que está aí dirigindo o seu carro, andando de ônibus, produzindo gases do efeito estufa.

Outro prova do derretimento cerebral: um avião cai no meio do Atlântico, numa área em que comumente há muitas tempestades. Aí, um apresentador do telejornal da Globo News pergunta a um climatologista se o aquecimento global não teria piorado as condições na região da queda. É sério, o cara perguntou isso mesmo. E o coitado do especialista ficou lá numa saia-justa para não o chamar de bobo.

Ainda duvida? Mais uma prova: o Fórum Humanitário Global, uma ONG presidida pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, divulgou na semana passada que a mudança climática mata 315 mil pessoas por ano de fome, doenças e desastres naturais. Até 2030, esse número vai chegar a 500 mil, diz a ONG. E um monte de gente leva a sério. Puxa, e eu que pensei que fosse a fome, as doenças e os desastres naturais os responsáveis por tais mortes…

Não, não é que eu não acredite em aquecimento global e defenda que nada se faça contra ele, nem que se continue a poluir o mundo como tem sido feito desde a Revolução Industrial, no século 18. Em primeiro lugar, não se trata de acreditar ou não. Isso não é questão de fé. Apenas me recuso a pertencer à Igreja Universal dos Últimos Dias do Aquecimento Global Indícios apontam que há aquecimento. Não se tem certeza absoluta de que a atividade humana é responsável por ele, mas essa é uma boa aposta. Melhor prevenir, portanto. Ok, é o mais sensato a fazer. Mas é melhor manter também o cérebro funcionando, não é mesmo?

(Fábio Santos*Diretor editorial)

Santa hipocrisia

E finalmente saiu a lista das obras que a Secretaria da Educação acha “completamente inadequadas” para as escolas. Duas das obras serão devolvidas e as outras quatro serão distribuídas apenas para os adultos que cursam o supletivo (que agora teve o nome chique de Educação de Jovens e Adultos). As obras são as seguintes:

Um Campeonato de Piadas, de Laert Sarrumor e Guca Domenico
Poesia do Dia – Poetas de Hoje para Leitores de Agora, de Joca Reiners Terron e outros
O Triste Fim do Menino Ostra e Outras Histórias, de Tim Burton
Memórias Inventadas – A Infância, de Manoel de Barros
Manual de Desculpas Esfarrapadas: Casos de Humor, de Leo Cunha
Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol, vários autores

É claro que se eu tivesse um filho, ele aprenderia a ler com “O triste fim do menino ostra e outras histórias” e não teria problema algum em deixá-lo ler “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”. Muito além disso, eu acho que as pessoas (e isso inclui as crianças) devem conhecer o máximo de opções possível, pois auxilia o processo de “discernimento” de cada indivíduo.  Você tem que conhecer as coisas. Mas eu fiquei muito chocada com o fato deles banirem Manoel de Barros. Não entendi. Manoel de Barros é uma das figuras mais fofas da nossa literatura atual. É lindo. É fofo. É necessário para um ser humano melhor!

Eu não me conformo em ver esses imbecis que têm menos cultura do que um ovo falar que os livros são “ruins” ou “horríveis”. O mínimo que eles deveriam ter é respeito pela arte, principalmente pela arte do seu país. Não se fala em público que uma obra de literatura é “horrível”, nem “ruim”. É muita ignorância!