The carnival is over

Outside
The storm clouds gathering,
Moved silently along the dusty boulevard.
Where flowers turning crane their fragile necks
So they can in turn
Reach up and kiss the sky.
They are driven by a strange desire
Unseen by the human eye
Someone is calling.
I remember when you held my hand
In the park we would play when the circus came to town.
Look! Over here.
Outside
The circus gathering
Moved silently along the rainswept boulevard.
The procession moved on the shouting is over
The fabulous freaks are leaving town.
They are driven by a strange desire
Unseen by the human eye.
The carnival is over
We sat and watched
As the moon rose again
For the very first time.

the carnival is over

the carnival is over

365-03

De acordo com o meu perfil no Last.fm, o meu ano musical de 2012 foi o seguinte:

Os 15 artistas mais ouvidos em 2012:

She Wants Revenge
Diary of Dreams
Covenant
The Cure
Pain of Salvation
Steven Wilson
Arnaldo Antunes
A Perfect Circle
Dead Can Dance
Nine Inch Nails
Alcest
Depeche Mode
Snow Patrol
Norah Jones
Kraftwerk

She Wants Revenge

Os 15 albuns mais ouvidos de 2012, dos 495 albuns que ouvi, são:

She Wants Revenge – This Is Forever
She Wants Revenge – She Wants Revenge
Diary of Dreams – setlist
Agua de Annique – Air
She Wants Revenge – Valleyheart
A Perfect Circle – Thirteenth Step
Anneke van Giersbergen – In Your Room
XX – xx
Arnaldo Antunes – Acústico MTV
The Cure – Bestial Live 2011
Arnaldo Baptista – Let It Bed
Nine Inch Nails – Year Zero
Covenant – In Transit
A Perfect Circle – Mer De Noms
Radiohead – The Best Of

Salvo as devidas proporções, visto que ele não fez scrobbling de absolutamente tudo o que eu ouço na vida, acho que está ok.

365-02

Dois ingressos de shows. 1996 e 2012. “Spiritchaser” e “Anastasis”. São Paulo e Buenos Aires. A mesma paixão: DEAD CAN DANCE. Uma só pessoa: a mesma Edi.

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“Mesma” entre boas aspas. Todos nós mudamos imensamente ao longo de um ano, imagine num intervalo de 16 ciclos. Pare pra pensar em quantas pessoas de 16 anos você conhece e pense que nesse intervalo, houve uma vida entre esses dois ingressos.

1996, São Paulo, no Olympia, turnê o cd “Spiritchaser”. Uma casa de shows que deixou saudades por aqui. Eu tinha 18 anos, é até gostoso de lembrar. 1996 foi um dos anos mais importantes da minha vida, onde houve uma clara “metamorfose” na minha vida. E eu tinha conhecido o Dead Can Dance pouco tempo antes, quando uma amiga de um ex-namorado me indicou o documentário “Baraka“, do Ron Fricke e eu amei a trilha sonora e fui ver do que se tratava. Naquela época não era como hoje, que é só digitar num browser qualquer e se consegue a discografia inteira de uma banda. Aliás, nem internet eu tinha. Nosso único acesso à música era através da Galeria do Rock, no centro da cidade e muitas fitas K7 pra se conseguir conhecer músicas novas. E tratei de fazer minha coleção do Dead Can Dance rapidinho, com a pouca informação que circulava na época e com meu pouco salário de adolescente. Dia do show: um dos dias mais lindos da minha vida e esse foi o melhor show que vi.  Aquela turnê era perfeita e era parecida com a fita VHS que eu tinha e via repetidas vezes. Eu não tinha ido a muitos shows, então sempre era aquela magia de se ver alguém que você gosta da música ali na sua frente.

2012, Buenos Aires, no Teatro Vorterix, turnê do cd “Anastasis”. Agora, com 34 anos, também num ano que me transformou em muitos aspectos. Foi a minha primeira viagem internacional, devidamente com um toque de magia por acompanhar dois amigos mega especiais. O show da Argentina foi meu 51º show no ano de 2012, devido a muitas coberturas para portais de música que tenho feito. Eu adquiri o cd “Anastasis” na pré-venda, um mês antes do lançamento, direto da loja virtual europeia do grupo e veio numa caixa linda, cheia de mimos para o fã. Rolou uma ansiedade de alguns meses quando a banda anunciou uma turnê mundial, mas para infelicidade dos brasileiros, nosso país ficou de fora. Após um tempo meio depressiva, surgiu uma oportunidade para vê-los na Argentina e não pensei nem meia vez: fui para um outro país ver uma das minhas bandas favoritas. Era um reencontro para lá de especial: Novamente, os vi de pertinho com a minha melhor-amiga-alma-gêmea, como da outra vez. Novamente, um dos  dias mais lindos da minha vida, embora o show de 1996 tenha sido melhor. E tive a oportunidade de fotografar, o que para mim é muito importante. Aqui vocês podem ver as fotos do show. Aqui eu comentei um pouquinho sobre como foi a viagem para Buenos Aires.

Às vezes a vida te dá uma única chance de viver um momento especial. Às vezes, você tem duas chances. Aproveite todas elas. E um ótimo início de 2013 para todos!

Obs.: Post originalmente publicado no Trem dos 7.