De onde eu blogo?

Esse é o primeiro post que faço através do Rotaroots (projeto que promove a blogagem “oldschool”). Para mais informações, veja o o site ou o grupo do Facebook. Sou nova no pedaço, mas tenho gostado!!

 

O tópico da blogagem coletiva desse mês é o “De onde você bloga” e decidi participar, já que pouca gente de fato conhece o meu humilde e sucinto cafofo. =]

Em 90% do tempo o note fica no meu quarto, local que passo a maior parte do meu tempo e onde me sinto melhor. Apesar de recentemente ter “ganhado” uma casa inteira só pra mim, ainda não posso dizer que ela tem a minha cara e está como eu gostaria por diversos motivos (sendo o maior deles, grana! hehe), mas aos poucos as coisas vão se ajeitando!

Como o meu quarto sempre foi só meu (sou filha única, por isso nunca dividi um quarto na vida, nem imagino o tamanho do caos que isso seria pra mim!), tenho a minha famosa “bagunça arrumada”, onde quase sempre sei onde estão as coisas. Se tiro algo do lugar, o meu cérebro demora a processar a mudança e me confundo toda! Coisas de pisciana! hehe

Coisas essenciais no meu quarto: note, livros, caixas de som e gatos. Não consigo viver sem!
E essa foto mostra o restante do quarto do ângulo que eu vejo enquanto estou no note, que fica ao da minha cama e que invariavelmente conta com… gatinhas. ˆ-ˆ
Ou seja, é sempre uma inspiração muito grande e uma vista linda (pra mim, ao menos!).

A parede tem um dos meus murais ao fundo (que está desatualizado, mas devo falar mais dos murais temáticos depois que eu os atualizar!)  e aparece um pedaço d’O Grito do Munch, uma das pinturas que mais amo no mundo!

E invariavelmente também a cama conta com outros objetos de uso do dia, seja a câmera fotográfica, seja um livro, seja a roupa que usarei daqui a pouco, assim que sair do note.

Acho que esse cantinho em especial traduz muito de mim. É isso. :)

Cantinho do quarto

Cantinho do quarto

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Ela nem sabe

A Tita está na fase de aborrecente insuportável. Brigamos quase todos os dias.
Ela sempre quer passar por cima do que falo, mostrar que ela manda.
Ela desfaz do que você fala na mesma hora em que você fala e ainda te olha com aquela cara de demônio do lago.
Joga tudo o que vê no chão. Bagunça a casa toda (enquanto escrevo, ela quer vasculhar a minha bolsa!).
Dia desses eu cheguei em casa e o chão do meu quarto estava repleto de sapatos espalhados. Parecia que tinha acontecido uma rave ali. Só que ela não me convidou!
Ela já passou pelo seu primeiro cio. Nem acreditei. Minha bebezinha tão indefesa pronta para produzir outros demoninhos indefesos!
Bom, nem bebezinha é, ela está muito grande (e deve crescer ainda um pouco mais).
Acredito que ela deva ter agora 7 ou 8 meses. Maldita adolescência!
Tem uma arrogância que só pode ter herdado da mãe (que cria, lógico!). Acha que sabe tudo!
E eu me divirto horrores quando algo dá errado (pra ela) e ela se estrepa! hehe
Também é divertido vê-la imitando a Sophie (no auge da sabedoria dos seus 10 anos!).
Nitidamente ela não sabe o que é, nem o que faz, mas a imita em várias coisas.
Agora ela está tentando descobrir o prazer de beber água na torneira do banheiro. É um dos deleites preferidos de Sophie.
A Tita nem sabe direito o que ela tem que fazer ali, mas ela tenta, tenta, tenta das formas mais desastradas descobrir.
E eu me divirto!

O amor, este animal de estimação!

Texto que circula por e-mails, devidamente checado, deste site. Gostei muito. =}

—– 8-<——-cut-here———

O amor, este animal de estimação!

É comum sentir mais saudade do pobre cão do que da mulher de verdade.

Já terminei romances em que fiquei com tanta saudade da ex quanto da sua gata, cachorro e até dos ratos que roeram as nossas vestes do desejo.

Quando ainda morava no sertão ficava morrendo de amor pelos tatus criados em fundo de quintais e tonéis, preás de estimação, tejus, timbus, morrendo de amor pelos macacos, todos batizados chicos, nambus, codornizes e gordas patas que se arrastavam na lama em anos de chuva.

Também já ocorreu de conquistar mulheres, ou pelo menos consolidar boas histórias amorosas, por demonstrar carinho e afeto com os bichanos. Como sair de casa altas horas da madrugada para comprar a ração do felino. E de quebra, trazer um patê especial para o danado.

Sim, o amor passa pelos bichos, eu acredito. Uma mulher que afaga e trata bem o meu cachorro, sendo que às vezes o cão vadio possa ser eu mesmo, uma mulher que brinca de “never more” com o meu corvo Edgar, que diz sacanagens ao meu papagaio Florbé, que faz uma graça para o meu bode Ressaca… Essa mulher marca pontos importantíssimos, além de fazer o necessário na cartilha do amor mais franciscano.

Claro que essa forma de ver o amado ou a amada nos seus animais de estimação pode gerar também pequenos desastres, catástrofes nem sempre naturais. Uma amiga do Rio, por exemplo, evitava as gracinhas do cão do seu ex sempre que ele aprontava. Chegava a ser indelicada, grosseira, como se visse naquele labrador as pisadas na bola do seu dono. Acontece.

Afinal de contas os bichos ficam um pouco, com o tempo, com os mesmos focinhos dos seus digníssimos proprietários.

Além de tudo isso, pelos animais que possui se conhece mais um pouco um homem.

Sério. O cara que cria um gato tem muito mais chance de ser um homem sensível, embora até enfrente um certo preconceito entre os seus amigos, que insinuam uma certa viadagem, baitolagem  ou perobice, para usar termos dos quais abusamos nos nossos encontros de futebol e boteco.

O homem que passeia orgulhosamente com o seu pitbull pode até não ser um monstro, mas aquela focinheira já diz um pouco do seu dono. Não que o cão tenha alguma culpa, ele está no mundo dele. O erro é de que o desloca e o usa para outros exercícios de violência.

Mas voltemos aos gatos, esses metafísicos e misteriosos animais. Como eles dizem tudo sobre o amor e sobre nós. O casal briga e eles incorporam o barraco. Vão lá e quebram tudo, reviram o mocó-saló de cabeça pra baixo.

Na harmonia e no amor intenso, lá está ele, sempre aos nossos pés. Como eles adoram ver e sentir os cheiros da hora do sexo. Eta bichanos voyeuristas! Eles se enroscam na cama depois das nossas melhores noites. Cumprimentam-nos pelo afeto e pela performance.

Um belo “miau” de parabéns, como se dissesse, a nos arranhar de leve, estão vendo como o amor pode dar certo, seus cães danados?!

[Por Xico Sá]

Tita veio ai

E pra quem ainda não sabe, eis a Titânia ai!
Em plena terça de carnaval, abandonaram 4 gatinhas num escadão perto da minha casa.
Duas amarelinhas, uma rajada e uma pretinha.
Quando vi aquelas delícias, não me aguentei. Ainda fiquei triste por ter pego só uma (não tenho condições pra mais do que isso), mas pelo menos a Tita está conosco. As outras três ficaram ainda alguns dias sendo alimentadas pela criançada da região, mas creio que alguma(s) alma(s) caridosa(s) cuidou disso.
O nome foi dado pela minha mãe. Bom, ela veio no meio do carnaval, não poderia dizer não ao nome de Titânia, tão característico, não?
Ei-la!