Fechando 2016 com música

Faz umas semanas que encuquei em ressuscitar esse espaço, mas faltou tempo para postar aqui. Pensei em escrever coisas sem compromisso (para coisas mais sérias, uso o Medium) e fiquei na dúvida entre ressuscitar esse espaço ou partir para um espaço novo.

Em toda a minha vida devo ter tido uns 200 blogs, desde a época em que blogs eram usados como timeline do Facebook, o que pode ser visto nos meus arquivos.

Estou aqui desde 2007 e compartilhei muitas coisas com as quais não compactuo mais, mas algumas lembranças gostosas (como da minha gata bebê) pesaram na opção de ficar. E ah, é mais prático, né? Remodelei algumas coisas, mas devo ainda mudar outras.

‘The things I’ve done | they torture me | but I need them | ‘case they are me’
(“The Dark Caress”, My Dying Bride)

Optei por ficar. Ainda estou deletando algumas coisas supérfluas, então grande parte do conteúdo antigo pode vir a ser descartado. E vamos embora… ano que vem pretendo ficar mais frequente aqui com os novos estudos e tudo mais. =D

Por enquanto quero registrar aqui o resumo do ano musical.
Desde 2007 utilizo os scrobbles do Last.fm e apesar de ter perdido boa parte das funções extremamente úteis que ele tinha, ainda continua fazendo esse trabalho muito bem.

E todo final de ano rola aquele sentimentalismo em balancear suas atividades. Gosto de fazer isto em algumas áreas e música é uma delas. Meu balanço geral foi:

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Fiquei impressionada com o número de sons consumidos dentro do estilo progressivo. Se eu me dissesse isso uns 5, 6 anos atrás, eu duvidaria muito disso. Pode ser coisa da seletividade da idade (haha!) ou pode ser só o Steven Wilson, que me “ensinou” a apreciar o estilo. Seu show foi um dos melhores do ano, mas pretendo fazer sobre shows posteriormente.

O assunto “shows” dominou meus scrobbles, que também incluíram Anneke van Giersbergen e Rammstein. =D

O resumo completo pode ser acessado aqui. Fiquem à vontade para me adicionar. =D

The carnival is over

Outside
The storm clouds gathering,
Moved silently along the dusty boulevard.
Where flowers turning crane their fragile necks
So they can in turn
Reach up and kiss the sky.
They are driven by a strange desire
Unseen by the human eye
Someone is calling.
I remember when you held my hand
In the park we would play when the circus came to town.
Look! Over here.
Outside
The circus gathering
Moved silently along the rainswept boulevard.
The procession moved on the shouting is over
The fabulous freaks are leaving town.
They are driven by a strange desire
Unseen by the human eye.
The carnival is over
We sat and watched
As the moon rose again
For the very first time.

the carnival is over

the carnival is over

365-17 – 13 razões INEGÁVEIS pelas quais Morrissey é o homem vivo mais sexy

O site gringo BuzzFeed publicou hoje, uma lista de 13 razões INEGÁVEIS pelas quais Morrissey é o homem vivo mais sexy.

Ai, ai. <3
Ai, ai. <3

Acompanhem comigo logo abaixo:

  1. Primeiro, basta olhar para essas sobrancelhas majestosas.
    1


  2. E você já viu ele sem camisa? Senhor, tem piedade.
    2
  3. Ele parece um anjo quando ele ri.
    3
  4. E às vezes quando ele fica todo ousado, ​​que particularmente é de derreter o coração.
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  5. Ele sempre é, “Oh, *ESSE* cabelo perfeito? Não se preocupe com isso.”
    5
  6. Ele é ainda mais fofo do que seus melhores amigos, ou seja, todo o reino animal
    6
  7. Ele é ainda melhor de óculos do que qualquer outro na história da existência
    7
  8. Veja com olhos de desenho animado de coraçãozinho como ele valoriza a literatura como só um gênio astuto que ele é.
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  9. Você sabe como ele fica dançando!
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  10. E aprecia o esplendor da horticultura (especialmente enquanto dança)
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  11. Olha como ele é lindo enquanto olha para o além!
    11
  12. A língua do Morrissey = Limite do “Não seguro para o trabalho”
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  13. E ele é a única pessoa que poderia tirar o brilho de David Bowie.
    13

Veja o artigo original aqui.

365-10 ou as 20 mil maneiras de se destruir um iPod

Steven Wilson é um cara polêmico. E não menos ou mais subestimado por isso, algo que poucas pessoas conseguem.

Geralmente, quando um artista tem algumas, digamos, obsessões, ele acaba sendo “condenado” por isso pela sociedade. É o caso do Dave Mustaine ou Axl Rose, só para dar exemplos rápidos, que provavelmente você se lembrará!

Tio Wilson tem umas panes estranhas e as pessoas só comentam dos fatos. Gênio! Só pode ser um gênio!

Uma das suas “peculiaridades” é o seu discurso sobre baixar música digital na internet e ouvi-las confortavelmente no seu iPod. A neura é tão grande, que em um documentário lançado junto com um de seus trabalhos, ele inclui algumas maneiras de destruir iPods. É sério, ele criou uma obsessão por fazer migalhas dos pequenos objetos!

Vejam só, nos links: Primeira maneira, segunda maneira, terceira maneira, quarta maneira, quinta maneira, sexta maneira… e por ai vai.

Ufa! Até eu me cansei! rs

Mas que o cara é um mestre no que faz, ninguém duvida! Em abril do ano passado algumas pessoas puderam presenciar o show deles e foi um dos mais lindos que já vi. E não, ele não destrói iPods no palco. Ainda bem.

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365-03

De acordo com o meu perfil no Last.fm, o meu ano musical de 2012 foi o seguinte:

Os 15 artistas mais ouvidos em 2012:

She Wants Revenge
Diary of Dreams
Covenant
The Cure
Pain of Salvation
Steven Wilson
Arnaldo Antunes
A Perfect Circle
Dead Can Dance
Nine Inch Nails
Alcest
Depeche Mode
Snow Patrol
Norah Jones
Kraftwerk

She Wants Revenge

Os 15 albuns mais ouvidos de 2012, dos 495 albuns que ouvi, são:

She Wants Revenge – This Is Forever
She Wants Revenge – She Wants Revenge
Diary of Dreams – setlist
Agua de Annique – Air
She Wants Revenge – Valleyheart
A Perfect Circle – Thirteenth Step
Anneke van Giersbergen – In Your Room
XX – xx
Arnaldo Antunes – Acústico MTV
The Cure – Bestial Live 2011
Arnaldo Baptista – Let It Bed
Nine Inch Nails – Year Zero
Covenant – In Transit
A Perfect Circle – Mer De Noms
Radiohead – The Best Of

Salvo as devidas proporções, visto que ele não fez scrobbling de absolutamente tudo o que eu ouço na vida, acho que está ok.

Sobre acertar um erro do passado

Eu sempre gostei muito de música. “Ok”, você fala. “Você e a torcida do flamengo”. Ok.
Mas eu sempre gostei muito mesmo de música. De forma que minha vida sempre foi pontuada por ela. Ao que eu me lembre, lá pelos 10 anos, eu já estava começando a construir minha personalidade musical (e ela continua em construção até hoje, vale a pena lembrar). Sempre fui muito curiosa, sempre tive sede de conhecer coisas novas e de conversar com gente que também gostava de música. Não entendo como tem gente que não gosta de música. Há um prazer sensorial nessa história: Na minha história com a música.
Também não entendo quem diz que “show é só um show”. Assisti alguns shows que marcaram a minha vida por completo. Os psicólogos vão dizer que eu pontuo fases da minha vida com a música. Há músicas que ouço em determinadas fases. Há músicas que marcam determinadas fases e eventos. Mas todo dia ela, a música, está presente na minha vida.

E assim como a presença, ela também pontua a ausência. Há alguns shows que perdi e que me doem no fundo da alma até hoje. E alguns deles eu sei que nunca mais poderei ver na vida. E é disso que se trata esse texto de hoje: Sobre ter a oportunidade de corrigir um erro do passado. Pode parecer um texto sobre música, mas não é só isso!

A sexta-feira (11/05) foi bem especial para mim. Foi o dia em que eu vi pela primeira vez o Kraftwerk, que se apresentou durante a edição brasileira do festival Sónar (Festival Internacional de Música Avançada). Durante o dia, postei o seguinte texto no meu perfil do Facebook:

“E é hoje que verei uma banda que gosto desde os meus 12 anos de idade. Sabem o que é isso? Lá pelos idos de 1990, essa garotinha aqui com 12 anos era espectadora assídua do programa Clip Trip que passava na Gazeta.

Não existia internet, não existia cd. Muito menos UHF. A MTV apareceu no final de 1990. Beto Rivera era o único cara que trazia música bacana na programação da tv. E eu, com meu gosto musical em formação, assistia a tudo com o deslumbramento da idade. E sempre rolava aquele clip daqueles caras estranhos, esquisitões, com uma música diferente, que eu não entendia muito, mas me encantava. Era “The Robots”, do Kraftwerk. Depois disso nem sei dizer quantas mudanças rolaram na minha vida, mas Kraftwerk sempre foi uma banda que levei no coração.

Eles já vieram aqui 3 vezes, mas eu perdi. E sempre me lamentei por ter perdido. Agora é minha vez! Hoje à noite, no show 3D, reviverei meus 12 aninhos e muito mais. Vocês não podem imaginar o tamanho da minha alegria”.

Durante o show, reencontrei aquela garotinha de 12 anos que até eu achava que estava perdida. Poucas vezes vivenciei isso. Chorei atrás do óculos 3D, vibrei, gritei, foram tantas sensações simultâneas que é difícil de colocar nesse texto. Esse momento estará na minha mente para sempre! E o principal: consegui corrigir um erro do passado. Esse último parágrafo desse texto, para mim, não tem tamanho! Ah! Sobre o show, vocês podem ler essa resenha aqui desse pessoal, que eu achei a que melhor descreveu o festival.

Das minhas lembranças fotográficas, só o Instagram:

Obs.: Postado inicialmente em Trem dos 7

O novo e o velho Radiohead

Nos idos de mil novecentos e antigamente, a única fonte de música  boa era a revista Rock Brigade, pasmem!
Por ela ficávamos sabendo das novidades das bandas que ouvíamos, dos shows, dos lançamentos dos discos (sim, peguei a época dos discos de vinil e acompanhei o lançamento do cd, que tinha um preço altíssimo!!!) e tudo mais.
Eu também fazia amizades através da página de correspondência da revista. Quase todo mês, por anos, havia um anúncio meu ali.
O carteiro passava todos os dias na minha casa e nas épocas mais ativas, deixava umas 20, 30 cartas. Era gente do  Brasil todo e muitas vezes de fora também. Além das amizades, também trocávamos fitas cassetes gravadas das bandas que gostávamos.
Eu tinha uma lista datilografada com todos os “plays” meus. Xerocávamos as listas e enviávamos para os interessados.

Combinávamos um  número de títulos e cada um gravava suas fitinhas. Eu ia na Santa Ifigênia (sempre ela, a santa!), comprava caixas de fitas industriais de 45 minutos e passava horas em frente ao meu super aparelho de som com dois “decks” copiando as fitinhas que iam pelo (pasmem!) correio! Nunca levei um calote, era tudo muito direitinho, feito por gente que realmente levava isso a sério.
Veio a onda do cd e as fitinhas ainda continuaram por algum tempo… tinha um cd novo da banda que você gostava? Você ia pra Galeria do Rock negociar com as lojas a importação pra você!
Durante algum tempo eu batia carteirinha na Hellion Records, que era a única loja que importava cds do tipo de música que eu ouvia.
Eles faziam a encomenda e dentro de umas 4, 5 semanas o cd chegava. Saia de manhã de casa toda feliz para buscar a encomenda e não via a hora de voltar correndo, para sentar em frente ao aparelho de som e ouvir, ouvir, ouvir o cd. Tudo funcionava muito bem assim!

Agora, além de acompanhar todas as notícias fresquinhas dos artistas que você gosta, você ainda pode acompanhar a rotina deles e as fotos fresquinhas através de Twitter e Facebook (e muitas vezes acompanhar as brigas também!). E ainda saber poucos minutos depois que o cd novo deles está disponível para download. A novidade é tanta, que ao final da tarde, tudo já se tornou “notícia velha”. Se for parar pra pensar profundamente nisso, você surta!

Enfim, isso é só pra poder mostrar a “notícia velha” que circulou hoje, que foi o lançamento do tão esperado cd novo do Radiohead.
O lançamento era previsto para amanhã, mas hoje no início do dia, a internet foi bombardeada pela notícia de que estava liberado, com uma mensagem fofa: “É sexta-feira, é quase final de semana, é lua cheia, já podem fazer download do novo cd se quiserem. Tenham um bom final de semana”.
E mais, ainda veio um bônus, o clipe de Lotus Flower com o delicioso Thom Yorke e sua dancinha (acreditem, é uma coreografia feita por um bailarino famoso!).